As obras do parque solar fotovoltaico Sol do Agreste, em Pernambuco, e da ferrovia Transnordestina, no Ceará, receberão aportes de recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) aprovou a liberação de R$ 161,2 milhões para os dois projetos nesta quinta-feira (7), sendo R$ 41,2 milhões para a ferrovia e os demais recursos para a empresa de energia renovável.

Os dois projetos integram a carteira prioritária do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal. Segundo o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, o FDNE é o principal instrumento de financiamento de longo prazo para grandes projetos estruturantes no Nordeste, sendo mesmo “essencial para viabilizar projetos estruturantes que ampliam a competitividade do Nordeste, geram empregos e reduzem desigualdades regionais de forma sustentável”, afirmou.

O complexo Sol do Agreste, instalado nos municípios de São Caetano e Tacaimbó (PE), soma investimentos totais de R$ 327,3 milhões, sendo R$ 120 milhões financiados pelo FDNE, além de recursos próprios e do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Com capacidade instalada de 170 MW, o complexo amplia a participação da energia solar na matriz elétrica brasileira. O projeto é composto por seis usinas, Sol do Agreste I a VI, que, juntas, totalizam 594 unidades geradoras. A instalação já se encontra em operação.

A ferrovia Transnordestina é uma das principais obras de infraestrutura em execução no País e é voltada à ampliação da capacidade logística do Nordeste, com impacto direto sobre o escoamento da produção industrial, mineral e agropecuária. O diretor de Gestão de Fundos e Incentivos Fiscais da Sudene, Wandemberg de Almeida, destacou que o aporte aprovado corresponde a uma parcela complementar do montante previsto para 2025, de R$ 1 bilhão. 

Com orçamento total estimado em R$ 15 bilhões e conclusão prevista para 2029, a Transnordestina mantém ritmo acelerado de execução, com frentes de trabalho em diversos municípios cearenses. Atualmente, cerca de cinco mil trabalhadores atuam direta e indiretamente no projeto. A primeira fase já alcança 81% de execução e deve ser concluída em 2027. Há vários trechos em fase de comissionamento.



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