A EPE - Empresa de Pesquisa Energética (EPE) compartilhou no evento os principais resultados dos estudos de expansão de energia na região, contemplando aspectos elétricos e ambientais que recomendaram a Integração de um sistema de armazenamento de energia em baterias com função grid-forming para aumento da Confiabilidade de Feijó e Cruzeiro do Sul, municípios do Acre recém-integrados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Embora a interligação ao SIN já tenha representado um importante avanço no fornecimento de energia, a operação desse subsistema ainda ocorre em critério N, isto é, há risco de interrupções em caso de imprevistos. Assim, o estudo, elaborado a pedido do Ministério de Minas e Energia (MME), buscou combinar soluções de curto prazo com medidas de longo prazo.
Para o período conjuntural (curto prazo), a implantação do sistema BESS grid-forming de 100 MW/200 MWh conectado ao barramento de 69 kV da Subestação Cruzeiro do Sul foi considerada a alternativa de melhor desempenho técnico-econômico, permitindo resposta rápida a contingências, operação formadora de rede e prestação de serviços ancilares como controle de tensão, peak shaving e aumento da confiabilidade.
Atualmente o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) não dispõe de nenhuma usina despachável no sistema do Acre. E o BESS apresentou custo de quatro a oito vezes menor do que o de uma alternativa com usina termelétrica na base. Segundo a EPE, a instalação do BESS amplia os recursos operativos do sistema Acre de maneira estratégica e estruturante.
No horizonte estrutural (longo prazo), prevê-se a implantação de novos circuitos em 230 kV entre Tucumã, Feijó e Cruzeiro do Sul, e o aproveitamento de estruturas de circuito duplo já existentes em trechos da linha de transmissão Feijó–Cruzeiro do Sul, o que contribui para a redução de impactos socioambientais e de riscos de implantação.
Segundo o Diretor do Departamento de Planejamento e Outorgas de Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Interligações Internacionais do MME, Guilherme Zanetti, a solução proposta pela EPE poderá ser incluída em leilão em 2027, mas já será apresentada em plano de outorgas de transmissão de energia elétrica ainda em 2026, quando passará por consulta pública. “O mercado, o setor, os agentes interessados e a sociedade poderão prestar as contribuições, os questionamentos que forem pertinentes", ressalta.
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