Cientistas do Instituto Fraunhofer de Sistemas de Energia Solar (ISE), da Alemanha, conseguiram criar películas coloridas com recortes transparentes, produzindo assim designs com aparência realista em módulos fotovoltaicos, o que permite imitar telhas, por exemplo (como na foto). Os padrões de recorte da película utilizam uma tecnologia chamada MorphoColor, uma invenção do Fraunhofer ISE que cria uma impressão de cor sem comprometer significativamente a eficiência de um módulo fotovoltaico. O ISE exibirá módulos fotovoltaicos equipados com os padrões de recorte da película (batizados ShadeCut) na The Smarter E/Intersolar 2026, que se realizará de 23 a 25 de junho na Messe München, em Munique.

“Através de estruturação e recortes direcionados em uma película que produz cor, podemos integrar efeitos de cor e padrões complexos diretamente em módulos solares e elementos de fachada”, explica Marco Ernst, desenvolvedor da tecnologia ShadeCut e pesquisador do Fraunhofer ISE. “Além disso, existe a opção de adicionar mais camadas com recortes para criar estruturas ou cores adicionais.”

A tecnologia pode ser aplicada a todos os módulos fotovoltaicos e térmicos solares padrão. O desenho desejado é recortado nas películas com o novo revestimento usando processos controlados por laser ou CAD. “A tecnologia é particularmente interessante para módulos destinados à integração em fachadas, sistemas fotovoltaicos integrados em telhados ou até mesmo guarda-corpos — especialmente em edifícios históricos”, afirma Martin Heinrich, líder do grupo de encapsulamento e integração de sistemas fotovoltaicos do Fraunhofer ISE. “Os módulos com ShadeCut podem ter a aparência de alvenaria ou telhas e se integrar perfeitamente em termos de cor. Também permite a personalização de sistemas fotovoltaicos, por exemplo, com logotipos ou padrões.”

A tecnologia para cores MorphoColor é inspirada na borboleta de mesmo nome. As estruturas fotônicas 3D nas asas da borboleta criam uma impressão de cor intensa e estável em diferentes ângulos, por meio de um efeito de interferência com baixíssima perda. Seguindo esse modelo biológico, uma equipe de pesquisa do Fraunhofer ISE conseguiu aplicar uma estrutura de superfície semelhante na parte traseira do vidro de cobertura de módulos fotovoltaicos, utilizando um processo a vácuo.

Dependendo da microestrutura, as lâminas de cobertura podem ser produzidas em diversas cores. Os cientistas também conseguiram aplicar essa técnica a filmes, seja como película de encapsulamento flexível em módulos ou como backsheet. Medições independentes confirmam que os módulos fotovoltaicos assim coloridos fornecem aproximadamente 95% da potência de saída de um módulo comparável sem revestimento.



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