A Pacto Energia Distribuição Paraná energizou na semana passada um sistema de armazenamento de energia em baterias (conhecido pela sigla em inglês BESS) para atendimento aos consumidores do município de Coronel Vivida, no sudoeste do Paraná. Desenvolvido pela Matrix Energia em parceria com a Huawei, o projeto recebeu investimento de cerca de R$ 30 milhões da distribuidora e se constitui de 10 baterias de alta performance com capacidade total de 20 MWh e potência máxima 10 MW, para injeção na rede em horários de pico.

Segundo a Pacto Energia, diante do crescimento acelerado do município, que tem superado a média histórica desde 2022, a infraestrutura elétrica de distribuição precisou ser reforçada para garantir o fornecimento contínuo e de qualidade. “A demanda contratada de 13 MW atingiu o limite técnico da subestação existente e, para acompanhar o desenvolvimento da cidade até o próximo ciclo tarifário em 2030, foi necessário buscar soluções robustas de ampliação.”

Segundo a Pacto Energia, antes da opção pelo BESS foram analisadas opções convencionais de expansão, como a construção de novas subestações de 34,5 kV ou 138 kV. “No entanto, essas alternativas apresentaram desafios significativos: exigiriam investimentos entre R$ 40 milhões e R$ 80 milhões, teriam prazos de execução longos e custos operacionais elevados que impactariam diretamente a tarifa de energia dos consumidores”, disse a empresa em comunicado. Para a distribuidora, além do menor custo, o sistema BESS tem vantagens claras sobre as obras tradicionais, como menor impacto ambiental, pois dispensa grandes obras civis e supressão vegetal, e incentivo à energia limpa, favorecendo o aproveitamento de excedentes e fortalecendo a transição energética.

De acordo com a Matrix Energia, é esperada redução de oscilações na rede, maior previsibilidade operacional e melhora em indicadores de qualidade. “Além disso, o sistema pode viabilizar a conexão de novas cargas sem a necessidade imediata de reforços físicos na infraestrutura.” O uso do BESS diretamente na distribuição amplia a capacidade de resposta da rede a eventos simultâneos de sobreoferta e sobrecarga, “com reflexos sobre eficiência operacional e qualidade do serviço”, diz a empresa. Para a Matrix, este caso pode servir de referência para outras distribuidoras que atuam em regiões com forte presença de geração distribuída e crescente exigência sobre a operação da rede.



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