A Engemon Energy anunciou que está concluindo a execução de um projeto de armazenamento de grande porte no interior paulista, em parceria com a Matrix, comercializadora e gestora de energia, com investimentos de pelo menos R$ 30 milhões. O sistema está sendo construído na planta industrial de uma multinacional brasileira com operações globais no setor de proteína animal (o nome e localização do cliente não foram revelados).

O empreendimento é considerado um dos maiores sistemas de BESS behind the meter da América Latina. São 16 MWh de capacidade de armazenamento e 8 MW de potência. O sistema é composto por oito contêineres de baterias de 2 MWh cada, conexão em média tensão e integração total ao sistema elétrico da planta. O projeto representa ganhos estratégicos para a indústria de alimentos, como redução de custos com energia, maior previsibilidade operacional, segurança no fornecimento e avanço na agenda de eficiência e resiliência energética, diz a Engemon em nota.

Segundo a empresa, em um cenário de crescimento acelerado das fontes renováveis e maior pressão por eficiência e sustentabilidade, projetos dessa magnitude mostram que o armazenamento de energia deixou de ser tendência para se tornar infraestrutura estratégica. “Sistemas de BESS exigem muito mais do que tecnologia: demandam engenharia aplicada, processos robustos e capacidade real de execução”, diz Jorge Berger, CEO da Engemon Energy.

Com a energização deste sistema, a Engemon Energy alcançará a marca de 79 MWh de capacidade de armazenamento instalada no Brasil. Paralelamente, a empresa já desenvolve mais de 80 MWh em projetos executivos, reforçando a escala e a consistência de seu portfólio em um mercado que deve atrair bilhões em investimentos nos próximos anos.

Além da instalação do sistema, a Engemon Energy é responsável pelo projeto executivo completo, envolvendo todas as disciplinas de engenharia, modelagem BIM, obras civis, instalações elétricas de baixa e média tensão, comissionamento e start-up. Para Jorge Berger, o case evidencia como o Brasil já reúne condições técnicas, regulatórias e empresariais para escalar soluções de armazenamento de energia, confirmando a relevância do papel das megabaterias no futuro da indústria e do setor elétrico nacional.



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