Nove usinas do complexo solar Draco, da Atlas Renewable Energy, entraram em operação comercial em janeiro, em Arinos (MG), como parte de um empreendimento com 505 MW de capacidade instalada e investimento superior a R$ 2,4 bilhões. O projeto integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e é composto por 11 unidades fotovoltaicas.

As usinas Draco Solar 1 a 10 possuem capacidade individual de 48 MW, enquanto a Draco Solar 11 soma 24 MW. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), as usinas Draco Solar 2 e 3 têm previsão de entrada em operação comercial em abril.

O complexo está conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio de uma subestação coletora e de uma linha de transmissão em 500 kV, com cerca de 16 quilômetros de extensão, até a Subestação Arinos 2. O empreendimento foi enquadrado no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI), que prevê benefícios fiscais para projetos de infraestrutura.

Durante a fase de implantação, o projeto gerou cerca de 23.263 postos de trabalho diretos e indiretos, segundo o governo federal. O complexo está localizado no noroeste de Minas Gerais, estado que concentra parte relevante da expansão recente da geração solar centralizada no país.

O projeto integra o eixo de transição energética do Novo PAC, que reúne 584 usinas no subeixo de geração de energia, das quais 388 já foram concluídas, segundo dados do governo federal.



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