A Aneel aprovou a criação de um ambiente regulatório experimental (sandbox) para o projeto “Integração Eficiente de Recursos Energéticos Distribuídos”, da Equatorial Alagoas. A deliberação ocorreu no primeiro Circuito Deliberativo Público Ordinário da diretoria da Agência.
A iniciativa tem como objetivo desenvolver, testar em campo e avaliar estruturas tarifárias inteligentes capazes de coordenar o uso simultâneo de geração distribuída fotovoltaica, armazenamento distribuído e veículos elétricos no ambiente de baixa tensão.
O projeto será implementado nos municípios de Maceió e Marechal Deodoro, com a participação de 400 unidades consumidoras, divididas entre grupo de aplicação (200) e grupo de controle (200), selecionadas por sorteio. A amostra inclui consumidores residenciais, comerciais e de serviços públicos, com e sem adesão ao Sistema de Compensação de Energia Elétrica.
Os participantes apresentarão diferentes perfis de consumo e padrões de recarga de veículos elétricos. O prazo total de execução é de 22 meses, sendo 14 meses destinados à fase de campo, com início previsto para fevereiro de 2026 e término em novembro de 2027.
O orçamento total do projeto é de R$ 4,29 milhões, distribuídos entre recursos humanos, serviços de terceiros, materiais permanentes, mobilização, administração e demais despesas. Segundo a área técnica da Aneel, os valores estão alinhados aos custos observados em outros sandboxes já autorizados.
De acordo com a agência, a proposta prioriza o princípio da causalidade de custos, aborda os desafios associados à mobilidade elétrica, representa o primeiro experimento regulatório envolvendo tecnologia V2G no país e contribui para o aprimoramento do papel do Operador do Sistema de Distribuição (DSO).
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