A Thopen firmou contrato para aquisição de 44 usinas de geração distribuída da Raízen Power. O portfólio soma 119,3 MWp de capacidade instalada, dos quais 40 usinas são solares e o restante de térmicas a biogás. Os ativos estão distribuídos em dez estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Ceará.

Essa é a quarta aquisição relevante da empresa neste ano. A Thopen já havia comprado a planta solar Lyon, no Tocantins, e investido R$ 750 milhões em 52 usinas solares no Nordeste. A movimentação integra a estratégia da companhia de consolidar-se como a maior plataforma do mercado livre de energia no País.

Com a nova compra, a Thopen atinge um total de R$ 1,5 bilhão investidos em 2025. A meta é alcançar R$ 2,3 bilhões até 2027 e atingir 1 GWp de capacidade instalada voltada ao atendimento de consumidores por meio da geração distribuída, mercado livre e serviços de gestão.

Segundo a empresa, os novos ativos elevam o número total de usinas sob sua gestão para 165, com previsão de geração de 1.200 GWh/ano a partir de fontes como solar, eólica e biogás. Até o fim de 2025, a capacidade instalada será de 550 MWp.

As usinas adquiridas da Raízen incluem, além das solares, quatro plantas de biogás. Segundo comunicado, a operação reforça a diversificação do portfólio da Thopen, mantendo o foco na geração renovável distribuída como estratégia para atender à demanda crescente de consumidores por energia mais econômica.

A conclusão do negócio está prevista para ocorrer de forma faseada até março de 2026. O fechamento está condicionado ao cumprimento de condições precedentes, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A Thopen tem concentrado esforços na expansão de sua atuação em GD solar, em meio à abertura total do mercado livre prevista para janeiro de 2026. A empresa afirma que pretende seguir com aquisições e investimentos no setor para fortalecer sua posição competitiva.



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