Os geradores solares e eólicos afetados pelas restrições de injeção de energia no sistema interligado nacional (SIN), o chamado constrained-off, serão ressarcidos pelas perdas financeiras decorrentes. Segundo decisão da quinta turma do TRF1 - Tribunal Regional Federal da 1ª Região, de 4 de dezembro, haverá compensação para os eventos na liquidação financeira do dia 1º de dezembro e nas subsequentes.

A determinação atende agravo de instrumento da Absolar – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica e da Abeeólica – Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias e passa a abranger a todos os tipos de situações que provocam os cortes (curtailments) feitos pelo ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico.

Pela resolução Aneel 1.030/2023, há três motivos para a restrição de operação por constrained-off. O primeiro é por indisponibilidade externa em instalações de usinas ou conjunto de usinas. O segundo é por confiabilidade elétrica dos equipamentos das centrais geradoras e, por fim, o terceiro é por razão energética, ou seja, pela impossibilidade da rede comportar o excesso de geração de energia simultâneo.

Antes da decisão do TRF1, a Aneel só autorizava a compensação financeira por indisponibilidade externa, que era o motivo menos acionado nos eventos de curtailment. Agora todos os cortes justificam o ressarcimento, o que logicamente foi comemorado por Absolar e Abeeólica.

A Absolar, em comunicado, afirmou que a decisão é “uma importante vitória para os geradores, que têm sido desafiados de forma crítica nos últimos anos com os elevados e recorrentes cortes determinados pelo ONS, sem nenhum controle e responsabilidade dos empreendedores e, até o momento, sem a mitigação financeira dos respectivos impactos assegurada por lei.”

Segundo a associação, em 2023, apenas 0,3% dos cortes, por indisponibilidade externa, teriam sido compensados, o que na realidade, de acordo com o comunicado, também não ocorreu, visto que a norma “que as instituiu não chegou a ser operacionalizada”. A Absolar informa que apenas em setembro de 2024 foram cortados 2.900 MW médios de energia eólica e outros 880 MW médios de energia solar.



Mais Notícias FOTOVOLT



Brasil cai no ranking dos maiores mercados fotovoltaicos

Relatório da SolarPower Europe mostra que País adicionou 14,5 GWp em 2025, com queda de 23% ante o acréscimo do ano anterior

26/06/2026


211 projetos solares pedem rescisão do CUST e revogação de outorga

Solicitações de usinas FV somam 9,3 GW. Projetos eólicos (0,3 GW) e de geração térmica (1,9 GW) também pediram anistia

26/06/2026


EPE e ONS publicam requisitos para LRCAP Armazenamento

Publicação está relacionada à Portaria Normativa MME nº 136/2026, que estabeleceu as diretrizes dos leilões

26/06/2026