Será instalada no IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas, em São Paulo, uma planta piloto de unidade de reciclagem hidrometalúrgica flexível de baterias. O projeto é da indústria Tupy e conta com a parceria da USP - Universidade de São Paulo e da Embrapii - Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial. Com investimento total de 12,3 milhões de reais, a planta também tem o apoio da Finep - Financiadora de Estudos e Projetos, ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

A unidade de reciclagem visa não só atender demandas de baterias de veículos eletrificados. O processo desenvolvido ainda será empregado para reciclagem de baterias de eletrônicos, como notebooks, celulares e tablets, e de bancos de baterias utilizados principalmente junto a parques de energia renovável.

A tecnologia de hidrometalurgia flexível é capaz de processar, em um mesmo lote, diferentes químicas de baterias. Segundo o diretor de P&D disruptivo da Tupy, André Ferrarese, essa característica da solução deve conferir alta produtividade de processamento. “A hidrometalurgia é um processo químico que utiliza menos energia do que os meios convencionais de recuperação e possibilita maior reaproveitamento de materiais, incluindo o lítio, que não é restaurado na pirometalurgia convencional”, disse.

Para Mari Katayama, coordenadora de programas de inovação do IPT, “a planta-piloto será fundamental para consolidar uma tecnologia que terá impactos relevantes na economia e no meio ambiente, passando a tecnologia do nível TRL 5 [TRL = Nível de Maturidade Tecnológica] para o TRL 7, usando o conhecimento e experiência do IPT e a adequação de infraestrutura com instalação de máquinas e equipamentos necessários ao processo, pela Tupy ”.

De acordo com estimativa da consultoria McKinsey & Company, o volume mundial de baterias para reciclagem deverá chegar a 1,85 milhão de toneladas até 2030. A partir desse ano da projeção, haverá déficit de 10% a 20% entre a demanda por lítio e a capacidade produtiva do mineral, o que projeta a reciclagem como fonte secundária estratégica.



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