Um fundo financeiro de apoio a projetos de acesso à energia em países africanos da portuguesa EDP, batizado de A2E, vai implantar instalações solares fotovoltaicas em cinco países do continente: Moçambique, Quênia, Maláui, Nigéria e Ruanda. Em um total de nove projetos, selecionados entre 195 candidaturas, as iniciativas vão beneficiar mais de 150 unidades de saúde e cerca de 20 escolas.

No total, a estimativa é a de que os projetos atendam 300 mil pessoas diretamente e mais de 5,5 milhões indiretamente. Entre eles, três se voltam para melhoria de cuidados de saúde, quatro em instituições de ensino, um para o desenvolvimento comunitário e, por fim, outro visa o abastecimento de água.

Em comum, todos se basearão em fornecimento de energia elétrica a partir de usinas solares fotovoltaicas. Os voltados à saúde terão eletricidade da fonte solar para suprir demandas de clínicas de saúde rurais. O projeto SAO Energy fornecerá energia a 45 clínicas e 135 pequenos negócios. O Mesh Power vai eletrificar 30 clínicas e ainda disponibilizará pontos de acesso à internet, sendo que no mesmo local haverá três ambulâncias movidas a energia solar. Um terceiro projeto, o WeCareSolar, vai eletrificar 100 maternidades. 

No setor da educação, um projeto da Riley Orton Foundation implementará sistemas de energia solar para fornecer energia a um centro de pesquisas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática e a um centro de formação profissional para meninas não escolarizadas. Ainda o projeto Edukans eletrificará dez escolas primárias.

“Uma em cada onze pessoas no mundo ainda não tem acesso à eletricidade e dois bilhões vivem sem água potável. Foi para ajudar a mitigar estes números que criamos o Fundo A2E”, disse a administradora executiva da EDP, Vera Pinto Pereira, também presidente da Fundação EDP.

Desde que foi lançado, em 2018, o Fundo A2E já financiou 38 projetos em sete países africanos, com um apoio que equivale a 3,5 milhões de euros, que beneficiaram 230 mil pessoas diretamente e 2,5 milhões de forma indireta.



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