A subsidiária brasileira da Engie teve lucro líquido no terceiro trimestre 28,2% abaixo do registrado no mesmo período de 2023, alcançando R$ 666 milhões no período. A queda, segundo a avaliação da empresa, se deve a efeitos de sua venda de 15% de participação na TAG (Transportadora Associada de Gás), no início deste ano, e ao aumento em custos de material e serviços de terceiros.

Apesar disso, a empresa de origem francesa apontou em sua apresentação de resultados do trimestre que a situação de queda do lucro foi atenuada, a ponto de não se tornar prejuízo, pela redução dos custos com compra de energia elétrica para portfólio e pelo resultado positivo nas operações de venda de energia no mercado de curto prazo.

Em sua atuação na comercialização de energia no mercado livre, a Engie registrou aumento de 55,1% no trimestre no total de consumidores livres com relação ao mesmo período do ano passado. A companhia afirma ter um market share de 7,5% na comparação do total de energia livre negociada no País.

Outro ponto positivo foi o aporte de R$ 1,9 bilhão em novos projetos no terceiro trimestre, chegando a R$ 7,5 bilhões investidos nos nove primeiros meses do ano. Os valores se destinaram à conclusão de obras em complexos eólicos e fotovoltaicos, além do valor comprometido para a aquisição de ativos fotovoltaicos realizada pela companhia em fevereiro deste ano.

A Engie conta com 9.290,2 MW de capacidade instalada própria, operando um parque gerador de 11 GW, composto de 109 usinas, sendo 11 hidrelétricas e 98 complementares — centrais a biomassa, PCHs, eólicas e solares. Em agosto, o conjunto eólico Santo Agostinho, no Rio Grande do Norte, foi finalizado, entrando 100% em operação comercial. Com 70 aerogeradores e capacidade instalada de 434 MW, é o quinto da empresa em operação, somando cerca de 1,7 GW de potência instalada eólica no País.

O ativos em transmissão também estão em crescimento na empresa, já que em setembro arrematou o lote 1 no Leilão de Transmissão Aneel 02/2024, com cerca de 780 quilômetros de extensão, a ser implantado nos estados de Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. O sistema inclui ainda a continuidade na prestação de serviços de 162,6 quilômetros de linhas de transmissão e duas subestações já existentes.



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