O Governo do Estado de São Paulo inaugurou em Paulínia a maior planta de biometano em operação no Brasil. A unidade, operada pela OneBio, amplia a infraestrutura do combustível renovável no estado, que atualmente concentra nove das 19 plantas em operação no país.

Instalada em um ecoparque que substitui um antigo aterro sanitário, a planta produz biometano a partir da purificação do biogás gerado por resíduos sólidos urbanos. A capacidade nominal é de 225 mil m³ por dia, volume equivalente ao consumo de mais de mil ônibus urbanos. Inicialmente, a unidade operará com cerca de 50% da capacidade, com previsão de atingir plena produção ao longo de 2026.

O empreendimento resulta de parceria entre a Edge, responsável por 51% do investimento, e a Orizon Valorização de Resíduos, que detém 49% da operação. O biometano produzido será comercializado pela Edge e já está conectado à rede de distribuição de gás canalizado. Em novembro do ano passado, a empresa firmou contrato para fornecimento do combustível renovável à Unilever, que utilizará o insumo em uma unidade industrial localizada em Valinhos.

A unidade recebeu licença de operação da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em tempo recorde, além da autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para produção e comercialização do biometano.

De acordo com nota publicada pela Semil – Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, a expansão do setor também vem sendo apoiada por iniciativas regulatórias. Em dezembro de 2025, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) publicou norma que viabiliza a interconexão de plantas de biometano à rede de gás canalizado, por meio da chamada TUSD-Verde, que permite que os custos de conexão sejam remunerados somente por fornecedores, sem repasse aos demais usuários.

Segundo o governo paulista, o estado possui atualmente capacidade instalada próxima de 700 mil m³/dia de biometano — cerca de metade da capacidade nacional. Além das nove plantas já em operação, outras oito unidades aguardam autorização da ANP. A expectativa é que a capacidade estadual supere 800 mil m³/dia até o fim de 2026.

Estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com apoio da Semil, indica que o potencial de produção de biometano no estado pode chegar a 6,4 milhões de m³ por dia. Segundo o levantamento, o desenvolvimento dessa cadeia pode gerar até 20 mil empregos diretos e indiretos, além de reduzir emissões de carbono associadas ao uso de combustíveis fósseis no transporte e na indústria.



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