A Universidade de Caxias do Sul (UCS) e a prefeitura da mesma cidade no Rio Grande do Sul fecharam acordo para iniciar segunda etapa de um projeto que pretende tratar os resíduos sólidos urbanos da região a partir da tecnologia de pirólise, que, por fim, gera gás de síntese para produção de energia elétrica.

O contrato prevê a instalação de unidade teste de geração de energia e de outros subprodutos de valor agregado no aterro sanitário Rincão das Flores, na localidade de Apanhador, em Caxias do Sul, com capacidade para tratar 5 toneladas por dia. O processo de pirólise promove a decomposição térmica do lixo, em reator com ausência ou deficiência de oxigênio. A parceria também envolve o acompanhamento dos processos de licenciamento ambiental junto ao órgão ambiental gaúcho, a Fepam - Fundação Estadual de Proteção Ambiental.

O projeto de transformação de resíduos sólidos em combustível e/ou fertilizante está sendo desenvolvido pela UCS desde 2021. Sua primeira fase foi concluída em março de 2023, com a participação de 32 cidades. Na segunda etapa, além de Caxias do Sul aderiram ao projeto as cidades de Gramado, Flores da Cunha, Serafina Corrêa, Paraí, Monte Belo do Sul e Vista Alegre do Prata.

Depois da unidade piloto, de teste, a terceira e última fase do projeto prevê a implantação de uma unidade regional de geração de energia e produtos a partir de resíduos sólidos com capacidade de atender a uma área de quase 12 milhões de metros quadrados e uma população de 1 milhão de pessoas – o que representa o processamento diário de 70 toneladas de resíduos sólidos.

A fase 2 foi iniciada em 2 de setembro. O projeto contempla o uso das rotas de pirólise e biodigestão para a produção do char (resíduo rico em carbono, utilizado na indústria de borrachas e polímeros), óleo de pirólise, gás de síntese, biogás, fertilizantes e energia elétrica a partir da decomposição dos resíduos.



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