O custo com a energia elétrica está impactando cada vez mais o orçamento familiar do brasileiro. É o que mostrou de maneira muito clara a sétima edição anual de pesquisa de opinião pública do Ibope feita para a Abraceel - Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia.

A versão 2020 da pesquisa divulgada dia 18 de agosto mostrou que 84% dos entrevistados acham o preço da energia elétrica cara ou muito cara. Este patamar reflete um crescente comprometimento da renda ao longo dos anos, já que na primeira edição da pesquisa, em 2013, o percentual era de 67%.

Para defender também a tese da portabilidade da conta de energia, bandeira da Abraceel e de vários outros agentes que apoiam a aprovação do PLS 232/16, a pesquisa abordou novamente o tema e identificou também um aumento do interesse do brasileiro em poder escolher sua fornecedora de energia. Se em 2013 66% dos brasileiros gostariam de ter a liberdade, em 2020 esse número aumentou para 80%. Isso demonstra que 8 em cada 10 pessoas são favoráveis à portabilidade.

“Isso também mostra que as pessoas estão mais atentas a seus direitos e que este debate sobre o mercado livre de energia precisa continuar no Congresso Nacional para respeitar os anseios da população”, declarou o presidente da Abraceel, Reginaldo Medeiros. Segundo sua análise, caso aprovado o PLS 232/16 todos os consumidores de eletricidade se beneficiarão com a liberdade de escolha e consequentes preços baixos provocados pela concorrência entre mais de 2 mil geradores e comercializadores de energia elétrica.

A pesquisa também quis saber a opinião do brasileiro sobre autoprodução de energia por fonte renovável. Pela enquete, 90% dos entrevistados gostariam de gerar a própria eletricidade por meio de painel solar, fonte eólica ou outra fonte renovável. Em 2014, a mesma pergunta identificou apoio de 77% dos brasileiros.

O estudo mostrou que a faixa etária entre 25 e 34 anos é a mais interessada em gerar sua própria energia (95%), 14 pontos percentuais superior do que os entrevistados com mais de 55 anos (81%). A defesa por este tipo de geração energética cresce até 15% conforme o aumento do grau de escolaridade, sendo o menor índice (80%) para cidadãos com até o quarto ano do ensino fundamental completo.

A procura por energia limpa, porém, ficou em segundo lugar na pesquisa quando o assunto era saber o motivo de possível troca de fornecedor de energia, caso fosse instituído o mercado livre para todos os consumidores. Nesse caso, o que pesou mesmo foi o bolso do brasileiro, que em 64% trocariam de fornecedor por conta do menor preço da energia. A geração renovável só seria o motivo de migração para 17% dos entrevistados e 15% optariam por novo fornecedor que oferecesse um melhor serviço.



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