Segundo o relatório síntese do Balanço Energético Nacional (BEN) 2023, lançado no dia 28 de junho, o Brasil aumentou a participação de renováveis na oferta de energia elétrica, a chamada Oferta Interna de Energia Elétrica (OIEE). De acordo com a publicação, a variação foi de 78,1% para 87,9%, entre 2021 e 2022.

Para o cálculo foram considerados, além do SIN - Sistema Interligado Nacional, os sistemas isolados e a autoprodução não-injetada na rede. Ao se considerar apenas o SIN, a participação das renováveis seria de 92%. Segundo a publicação da EPE, a variação positiva ocorreu devido ao aumento da oferta hidráulica no país, aliado à redução da geração termoelétrica.

Com crescimento na oferta de energia elétrica de 10,9 TWh (+1,6%) em relação a 2021, no caso das renováveis os crescimentos foram relevantes. A oferta da geração solar fotovoltaica atingiu 30,1 TWh, incluindo geração centralizada e distribuída, com crescimento de 79,8% em comparação com o ano anterior.

A geração hidrelétrica, maior responsável pelo aumento, em razão dos reservatórios cheios, adicionou 64,3 TWh em 2022, um crescimento de 17,7% em relação a 2021. A fonte eólica atingiu 81,6 TWh de oferta, um incremento de 12,9%. Em contraponto ao crescimento das renováveis, a oferta da geração termoelétrica teve queda de 32,3% no período.

Já ao se considerar a oferta total de energia (OIE), incluindo combustíveis, o percentual de renováveis passou de 45% em 2021 para 47,4% em 2022.  A maior participação de fontes renováveis influenciou a queda nas emissões de carbono na geração elétrica brasileira, calculado em 61,7 Kg CO2-eq/MWh em 2022. O valor é cerca de seis vezes menor do que o dos Estados Unidos e onze vezes menor que o da China, ambos em comparação ao ano de 2020. As emissões associadas à matriz energética foi de 423 milhões de toneladas, baixa de 5,1% em comparação a 2021.



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