A Atom Power teve a segunda geração de seu produto Atom Switch recentemente incluída na lista UL 489I, de disjuntores de estado sólido aprovados pela Underwriters Laboratories (UL). A segunda geração do também chamado “disjuntor digital”, que se destina a aplicações comerciais e industriais, emprega módulos de potência de carboneto de silício (SiC) proprietários da empresa, os quais dobram o desempenho do dispositivo em comparação com o modelo anterior (lançado no ano passado), garante a Atom. Os módulos de SiC (modelos SWXFT100CPM e SWXFT50CPM) são reconhecidos pela UL conforme a UL 1557.

Fundada em 2014, a startup sediada em Charlotte, Carolina do Norte, promete “mudar a maneira como usamos a eletricidade”, permitindo que os usuários alternem fontes de energia (por exemplo, da rede elétrica para energia solar) de forma transparente, gerenciem o consumo e eliminem os riscos inerentes às chaves mecânicas, usando semicondutores para controlar digitalmente o fluxo de corrente. Os disjuntores termomagnéticos levam alguns milissegundos para atuar quando a corrente excede um nível limite. Já o equivalente digital da Atom Power atua em microssegundos, sendo até 3000 vezes mais rápido, afirma a empresa. Cada dispositivo é autônomo, com seu próprio firmware e identidade, permitindo que o usuário modifique digitalmente as principais características do disjuntor, como disparo instantâneo ou retardo curto/longo.

De acordo com a fabricante, trata-se do único disjuntor que pode acionar motores com partida suave (soft-start) e reduzir o risco de arcos elétricos de baixa impedância. São disponíveis modelos bipolares de 50 e 100 A, e tripolares de 50, 100, 225 e 400 A. As aplicações incluem controle de motores, instalações críticas, carregadores de veículos elétricos de alta densidade, chaves de transferência, recursos de energia distribuídos (REDs) e qualquer local que exija comando remoto.

A linha de produtos da Atom Power inclui os disjuntores digitais, painéis de distribuição e software, oferecendo capacidades de interrupção de até 150 000 A.  O painel abriga diversos disjuntores digitais e os conecta em rede, e o software de interface de usuário permite controle e ajustes, como abrir e fechar disjuntores digitalmente, alterar características tempo x corrente, renomear dispositivos e até habilitar a infraestrutura elétrica para tomadas de decisão por inteligência artificial. Por meio de um aplicativo simples, esses recursos são acessáveis a partir de qualquer dispositivo e de qualquer lugar, garante a empresa.

No mês passado, a Atom Power levantou US$ 17,8 milhões em uma rodada de captação de financiamento Série B (para startups já consolidadas), especificamente para alavancar a aplicação da sua tecnologia ao mercado avançado de mobilidade elétrica, o que inclui sistemas de carregamento de veículos. Em comunicado à imprensa anunciando a rodada de financiamento, o CEO da empresa, Ryan Kennedy, afirmou que o fato de a infraestrutura elétrica mundial permanecer amplamente analógica limita a adoção de energia renovável e da tecnologia do carro elétrico. O time de oito investidores contou com Rockwell Automation, ABB Technology Ventures e Valor Equity Partners (investidora na Tesla e SpaceX). Em uma rodada de Série A (para startups menos consolidadas) realizada em 2017, quando a empresa levantou US $ 3 milhões, a lista de investidores incluiu Siemens, Eaton e, novamente, ABB, três dos maiores fabricantes de disjuntores termomagnéticos do mundo.



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