A produtora de celulose e papel Suzano iniciou a montagem eletromecânica da caldeira de força e recuperação de sua nova fábrica em Ribas do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul. O sistema é responsável pela queima de biomassa e geração de energia que abastecerá a linha de produção de celulose.

Toda a energia elétrica necessária para o funcionamento da fábrica será gerada a partir da queima de resíduos oriundos do processo, conhecidos como biomassa sólida e líquida, subprodutos da madeira. Os resíduos são queimados em caldeiras para a geração de vapor que movimenta as turbinas que, por sua vez, produzem eletricidade. Além de se tornar autossuficiente, a nova unidade vai exportar 180 MW médios de energia, suficientes para abastecer uma cidade de mais de 2,3 milhões de habitantes durante um mês.

A estrutura de sustentação da caldeira pesa cerca de 4 mil toneladas e será executada pela austríaca Andritz. A empresa será responsável pelo fornecimento de tecnologias para os processos em todas as principais ilhas de produção da nova fábrica, entre as quais a produção de fibra e a recuperação química.

A nova fábrica da Suzano receberá investimento de R$ 19,3 bilhões e terá como diferenciais a gaseificação da biomassa para substituição de combustível fóssil nos fornos de cal e maior ecoeficiência em termos de baixa emissão de carbono. Além disso, será a mais competitiva da empresa em termos de custo caixa produção de celulose, com 2,55 milhões de toneladas de celulose de eucalipto produzidas por ano.

O pico das obras deverá gerar cerca de 10 mil empregos diretos e, ao entrar em operação no segundo semestre de 2024, a nova unidade vai empregar 3 mil pessoas entre colaboradores próprios e terceiros para atender as áreas florestal e industrial.



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