Por conta da expansão das renováveis no Brasil, eólicas e solares, a região Nordeste deixou de ser importadora de energia do resto do País e passou a ser exportadora. A conclusão é de informe técnico publicado no fim de fevereiro pelo MME - Ministério de Minas e Energia, por meio da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético (SPE).

O estudo apontou que em 2020 as fontes eólica e solar no Nordeste somaram 45,5% na matriz de geração, tornando a região pela primeira vez exportadora líquida de energia elétrica. Segundo a SPE, a nova configuração da geração no Brasil modificou os intercâmbios entre estados e regiões, proporcionando maior diversidade de soluções de suprimento.

Na comparação com as décadas anteriores, a evolução fica mais evidente. Em 2000, a região teve déficit de 21% de geração e de 3% em 2019. Já em 2020, passou a ter superávit de 12%, quando superou a demanda total. Em 2000, seis estados realizavam a exportação líquida de energia elétrica, indicador que foi ampliado a 14 em 2020.  Essa nova configuração exigiu expansão das linhas de transmissão, dobrando de 2000 para 2020.



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