O volume de bioeletricidade gerado em maio deste ano foi o maior dos últimos cinco anos para o período, segundo dados da CCEE. As termelétricas a biomassa, que usam o bagaço da cana-de-açúcar como principal matéria-prima, produziram 4255 MW médios, o que representou 33% da oferta de energia produzida por todas as usinas térmicas no mês.

De 2016 para 2020, o número de usinas de biomassa passou de 264 para 297, aumentando a capacidade instalada de 12.499 MW para 13.419 MW. Neste período, a geração de megawatts médios anual passou de 2718 para 3127, avanço de 15%.

Para a CCEE, o desempenho do setor mostra o potencial da fonte par atender parte das necessidades do país, que atualmente passa por risco de racionamento. Essa análise vai ao encontro da estratégia do Ministério de Minas e Energia, que publicou no Diário Oficial da União no último dia 22 de junho a Portaria 527 , abrindo para consulta pública diretrizes para oferta adicional de geração de energia elétrica proveniente de usinas termelétricas a biomassa.

A oferta adicional será utilizada pelo ONS para atender a demanda do SIN, desde que a operação seja aprovada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico - CMSE. A portaria restringe o processo de ofertas aos agentes adimplentes com as obrigações setoriais, inclusive junto à CCEE. A geração, que será considerada garantia de suprimento energético, poderá ocorrer por período mensal, até o limite de seis meses.



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