O consumo no mercado livre – o Ambiente de Contratação Livre (ACL) – voltou a crescer na primeira quinzena de novembro. Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a CCEE, houve alta de 3,3% em relação ao mesmo período de 2019. Ao expurgar o efeito das migrações vindas do Ambiente de Contratação Regulada (ACR), porém, foi registrada queda de 1,4%.

Os chamados consumidores livres, com carga superior a 2 MW e que podem contratar de qualquer tipo de fonte, apresentaram aumento de 5,9%. Já entre os consumidores especiais, com cargas entre 0,5 MW e 2 MW e que são obrigados a contratar energia das fontes renováveis incentivadas, foi registrada queda de 2,1%. Ambos os resultados desconsideram o expurgo de migrações entre os ambientes.

Segundo a CCEE, o cenário é de evolução em quase todos os setores que compram energia no mercado livre, com crescimento em 11 dos 15 analisados pela CCEE. O setor de saneamento demonstrou ser o de maior destaque, com crescimento no período de 30,3%, seguido por comércio, com 10%.

Para as indústrias energointensivas, nas quais a energia tem papel preponderante no custo de produção, o destaque apontado pela Câmara foi para o crescimento em minerais não-metálicos (7,2%), químicos (5,2%) e manufaturados diversos (5,5%). Apresentaram queda no consumo os setores de transporte (9,7%), serviços (2,2%), veículos (1,1%) e metalurgia (0,5%). Os números desconsideram o expurgo de migração de cargas.



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