A Unicamp - Universidade Estadual de Campinas coordenará o BioLoop, projeto de pesquisa voltado ao desenvolvimento de tecnologias para a transição energética que receberá cerca de R$ 15 milhões da Finep - Financiadora de Estudos e Projetos. A iniciativa ficou em terceiro lugar entre aproximadamente 30 propostas apresentadas na chamada pública para Centros Temáticos em Transição Energética.

Coordenado pelo Cepetro - Centro de Estudos de Energia e Petróleo, em parceria com o Nipe - Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético, o projeto reúne 31 laboratórios da universidade para integrar pesquisas em biomassa, resíduos, biocombustíveis, biometano, hidrogênio, metanol verde, eletrificação, mobilidade sustentável e inteligência artificial aplicada ao setor energético.

Com duração inicial de três anos, o BioLoop pretende fortalecer a infraestrutura de pesquisa e integrar competências de diferentes áreas para acelerar o desenvolvimento e a transferência de tecnologias de baixo carbono ao mercado.

Segundo o pesquisador Gustavo Doubek (foto), professor da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp, um dos principais desafios da transição energética é que muitas soluções tecnológicas acabam sendo desenvolvidas de forma isolada. O objetivo do BioLoop, portanto, é integrar as pesquisas em uma cadeia capaz de levar soluções até a aplicação prática.

A proposta organiza as pesquisas em três grandes blocos tecnológicos interligados. O primeiro concentra estudos sobre produção de biomassa, melhoramento genético de culturas energéticas, biotecnologia, biocombustíveis e etanol de segunda geração. O segundo reúne pesquisas voltadas ao aproveitamento de resíduos urbanos e industriais, digestão anaeróbia, produção de biogás, biometano, metanol verde e desenvolvimento de biorrefinarias. Já o terceiro dedica-se ao uso eficiente da energia, incluindo eletrificação, motores movidos a combustíveis renováveis, baterias, hidrogênio verde e tecnologias para o seu armazenamento, gestão inteligente de energia, transporte sustentável e monitoramento de emissões.

A proposta também incorpora ferramentas de Internet das Coisas (IoT) e inteligência artificial para otimização de processos, modelagem de sistemas energéticos e apoio à tomada de decisão.



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