A Climatempo alerta para os impactos do fenômeno El Niño sobre o clima no Brasil e acende um alerta para setores estratégicos da economia, como o de energia. Segundo a empresa de consultoria meteorológica, o evento deve ganhar mais força durante a primavera e o verão.
Caracterizado pelo aquecimento acima do esperado das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o El Niño altera a circulação atmosférica global e tende a modificar a distribuição das chuvas, intensificar episódios de calor e elevar o risco de ocorrência de eventos extremos. Na avaliação da Climatempo, o fenômeno tende a ser forte para muito forte, com intensidade comparável ao fenômeno de 2023.
O setor de energia é um dos que poderão ser afetados. As temperaturas mais altas tendem a elevar o consumo de eletricidade, especialmente por conta do uso de aparelhos de refrigeração, e a irregularidade das chuvas pode afetar reservatórios e exigir planejamento mais cuidadoso do sistema elétrico. Há ainda o risco de atraso no início do período úmido no Sudeste e Centro-Oeste, regiões que concentram cerca de 70% da produção hidrelétrica.
“A recomendação é que empresas e gestores públicos revisem planos de contingência, reforcem o acompanhamento de previsões de médio e longo prazo, avaliem vulnerabilidades regionais e integrem informações de inteligência climática às decisões operacionais”, afirma Pedro Regoto, head de operações da Climatempo. Ele alerta que a antecipação é essencial para proteger pessoas, ativos, produção, abastecimento e infraestrutura.
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