O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) identificou elevação da carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) e alta expressiva do Custo Marginal de Operação (CMO) na semana operativa de 10 a 16 de janeiro de 2026, conforme o Relatório Executivo do Programa Mensal de Operação (PMO) de janeiro. O cenário reflete a combinação de retomada gradual da atividade econômica, temperaturas mais elevadas no Sudeste e mudanças no regime hidrológico.
Esta semana, a carga do SIN deve alcançar 85.520 MW médios, crescimento de 4,8% em relação à semana anterior. No acumulado do mês, a carga média prevista é de 84.655 MW médios, o que representa alta de 1,6% na comparação com janeiro de 2025.
Entre os subsistemas, o Sudeste/Centro-Oeste deve registrar leve retração de 0,1% no mês, com carga média de 47.085 MW médios, enquanto o Sul apresenta queda mais acentuada, de 2,1%, totalizando 14.802 MW médios. Em sentido oposto, o Nordeste e o Norte mantêm trajetória de crescimento, com altas de 6,9% e 10,4%, respectivamente.
No campo hidrológico, a previsão indica afluências abaixo da média histórica em janeiro nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e Norte, enquanto o Sul deve registrar níveis acima da média. Para a semana de 10 a 16 de janeiro, as Energias Naturais Afluentes (ENAs) estão estimadas em 55% da MLT no SE/CO, 36% no Nordeste, 53% no Norte e 96% no Sul.
Os níveis de armazenamento inicial considerados para o período mostram o SE/CO com 43,0% da Energia Armazenável Máxima (EARmáx), o Sul com 69,6%, o Nordeste com 47,3% e o Norte com 55,1%. Ao final de janeiro, a projeção do ONS aponta recuperação parcial no SE/CO, para 46,7%, enquanto o Sul tende a encerrar o mês em 63,7%.
Com esse quadro, o CMO médio semanal apresentou forte elevação em relação à semana anterior, passando para R$ 296,18/MWh no Sudeste/Centro-Oeste e no Sul, R$ 295,73/MWh no Nordeste e R$ 296,18/MWh no Norte. No patamar de carga pesada, os valores chegam a R$ 300,56/MWh em todos os subsistemas.
A política operativa prevista prioriza o uso controlado dos reservatórios no SE/CO, com minimização de defluências em usinas estratégicas, enquanto o Norte mantém perfil exportador, com destaque para a geração hidráulica na ponta de carga. No Nordeste, a operação hidráulica segue restrições associadas aos limites de Sobradinho.
Segundo o ONS, o conjunto de dados do PMO de janeiro indica um cenário de maior pressão sobre os preços de curto prazo, com crescimento da carga, afluências abaixo da média em regiões-chave e necessidade de maior despacho térmico para garantir o atendimento ao sistema.
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