O mercado livre de energia elétrica respondeu por 28,18 GW médios de consumo em novembro de 2025, segundo estudo da ePowerBay com base nos dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Desse total, 22,18 GW médios correspondem a consumidores livres e 3,49 GW médios a consumidores especiais, refletindo a predominância de grandes cargas no Ambiente de Contratação Livre (ACL).
Em número de agentes, o mercado tradicional reúne cerca de 13,4 mil consumidores, sendo 3.706 consumidores livres e 9.653 consumidores especiais. Enquanto os consumidores livres registraram crescimento de 6,8% em 12 meses, os especiais apresentaram leve retração de 1,0% no mesmo período.
Em contraste com esse universo, o perfil varejista concentra 37.943 unidades consumidoras (UCs) ativas, número que supera, com ampla margem, o total de agentes do ACL tradicional. Nos últimos 12 meses, 15.099 novas UCs varejistas ingressaram no mercado, sendo 258 apenas em novembro, consolidando esse modelo como o principal vetor de expansão do ambiente livre.
Atualmente, 124 comercializadoras varejistas atendem esse segmento, negociando um volume agregado de 2.417 MW médios. O consumo médio por unidade é de 0,064 MWm, característico de pequenas e médias cargas que acessam o mercado livre por meio de contratos padronizados.
No ranking mensal das varejistas, a Cemig liderou em novembro, com 206,9 MW médios comercializados para 2.744 unidades consumidoras, o equivalente a um consumo médio de 0,075 MWm por UC. A maior parte dessas unidades está concentrada em Minas Gerais (57,03%), seguida por Rio Grande do Sul (14,18%) e São Paulo (6,92%).
O levantamento também indica que o potencial de expansão permanece elevado. Dados das distribuidoras apontam cerca de 240 mil consumidores conectados em média tensão no país, enquanto aproximadamente 80 mil já migraram para o mercado livre até 2025, segundo a CCEE.
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