O Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa da USP (RCGI) lançou o Observatório de Normas, uma plataforma digital gratuita que reúne e correlaciona normas técnicas internacionais com metas climáticas brasileiras, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e tecnologias de baixo carbono. A ferramenta busca apoiar pesquisadores e desenvolvedores na adoção de padrões técnicos em projetos ligados à transição energética.

Segundo comunicado, o observatório funciona como um banco de dados que inicialmente utiliza normas da International Organization for Standardization (ISO). A plataforma permite relacioná-las às NDCs brasileiras, aos ODS e a iniciativas em andamento no próprio RCGI, facilitando o entendimento das exigências técnicas que impactam processos de pesquisa e inovação.

Com o apoio de recursos de inteligência artificial, o sistema permite buscas por palavra-chave, temas específicos ou filtros combinados. A base reúne mais de cem normas e deve incorporar futuramente documentos da ABNT e do Comitê Europeu de Normalização. A proposta é reduzir entraves técnicos e qualificar o desenvolvimento de soluções alinhadas a padrões globais.

Segundo os pesquisadores do centro, o desconhecimento sobre normas aplicáveis pode atrasar ou inviabilizar inovações. O observatório, ao integrar esses documentos em uma lógica de correlação com metas climáticas e tecnologias de baixo carbono, busca então orientar decisões técnicas de forma mais estruturada e favorecer pesquisas com inserção internacional.

O RCGI destaca que o foco está em normas técnicas — de aplicação voluntária — e não em legislação. Para o centro, esses documentos funcionam como referências para melhorar segurança, eficiência e interoperabilidade de soluções voltadas à descarbonização, incluindo hidrogênio, bioenergia, captura e uso de CO₂ e armazenamento de energia.

A nova plataforma se soma às iniciativas do RCGI em áreas como captura e utilização de carbono, soluções baseadas na natureza, gases de efeito estufa e sistemas energéticos. Criado em 2015 com apoio da Fapesp e de empresas do setor de petróleo e gás, o centro mantém cerca de 60 projetos ativos e colabora com instituições como Oxford, Princeton e o NREL.



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