O Solar World Congress (SWC), congresso oficial da International Solar Energy Society (ISES), realizado pela primeira vez no Brasil, foi encerrado na última quinta, dia 6, no Hotel Gran Mareiro, na Praia do Futuro, em Fortaleza, com expressiva participação de autores internacionais e nacionais. Entre os brasileiros, o engenheiro Sergio Silva Santos apresentou o artigo “Surge withstand capabilities of photovoltaic modules and their bypass diodes under lightning overvoltages”, em co-autoria com Alexandre Piantini, Hélio Sueta e Miton Shigihara, do IEE-USP, além de Cleiton Busse da Embrastec.

Segundo Sergio, que é colunista da revista EM - Eletricidade Moderna (coluna “EM Aterramento”), da Aranda Editoria, seu trabalho apresentou os resultados de um estudo de impulsos de descarga atmosférica aplicados a módulos fotovoltaicos e diodos de bypass, considerando a presença ou ausência de dispositivos de proteção contra surtos.

Criado em 1970 e realizado a cada dois anos, o SWC é considerado um dos principais fóruns internacionais voltados à difusão científica e tecnológica no campo da energia solar e de outras fontes renováveis. O encontro reúne pesquisadores, professores, estudantes, gestores públicos e representantes empresariais.

De acordo com Sergio Santos, em Fortaleza houve uma participação diversa composta de pesquisadores, da academia e de centro de pesquisas, professores e alunos de diversos países, como África, América, Europa, Asia e Oceania, com destaque para várias universidades brasileiras, como USP, Unicamp e as federais do Rio de Janeiro (UFRJ), Santa Catarina (UFSC), Piauí (UFPI), Ceará (UFC) e Sergipe UFS), entre outras.

Organizado pela seção brasileira da ISES em parceria com a Associação Brasileira de Energia Solar (Abens), o SWC 2025 teve programação que incluiu apresentações técnicas, palestras de especialistas internacionais, mesas-redondas, sessões de pôsteres, exposições, visitas técnicas e atividades culturais. Os temas englobaram energia solar térmica e fotovoltaica, armazenamento de energia, microgrids, integração de renováveis à arquitetura e ao planejamento urbano, hidrogênio verde, economia circular e uso de inteligência artificial em sistemas energéticos. Houve ainda sessões voltadas a aspectos econômicos, sociais e ambientais das energias renováveis, incluindo educação, equidade de gênero, políticas públicas, financiamento e resiliência climática.

A sexta-feira, dia 7, foi reservada a visitas técnicas, à escolha dos interessados: ao Centro de Excelência para Transição Energética Dr. Jurandir Picanço, ao Projeto Piloto de Hidrogênio Verde – Energia Pecém, ou ao Complexo Solar e Eólico Serra do Mato.



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