A segurança energética passou a ocupar posição central nas estratégias da transição energética global, de acordo com o Siemens Infrastructure Transition Monitor 2025. O estudo, conduzido pela FT Longitude a pedido da Siemens, entrevistou 1.400 executivos e representantes governamentais de 19 países e mostra uma mudança gradual nas prioridades, com resiliência e independência energética ganhando espaço em relação à cooperação internacional para o clima.

O levantamento indica que 57% dos participantes esperam aumento dos investimentos em combustíveis fósseis nos próximos dois anos. Já 37% das empresas acreditam estar no caminho para atingir suas metas de descarbonização até 2030, percentual inferior aos 44% registrados em 2023. Segundo a pesquisa, investimentos em redes elétricas e digitalização podem contribuir para alinhar segurança energética e metas ambientais.

A resiliência do fornecimento de energia foi apontada como a prioridade mais importante na transição da infraestrutura. O estudo observa que diversos governos estão direcionando políticas para reduzir a dependência externa e fortalecer a segurança do abastecimento, em resposta ao uso da energia como instrumento de influência geopolítica.

A digitalização aparece como um dos principais fatores de aceleração da transição, logo atrás da expansão do armazenamento de energia. Entre as tecnologias digitais, a inteligência artificial (IA) foi destacada por 66% dos entrevistados como importante para aumentar a resiliência da infraestrutura crítica, enquanto 59% das empresas afirmaram utilizar IA em estratégias de redução de emissões e eficiência operacional.

A Siemens avalia que a adoção de ferramentas digitais e o avanço da automação podem contribuir para tornar o setor energético mais robusto e adaptável a choques externos. O relatório também aponta que o uso de hardware avançado e sistemas inteligentes tende a desempenhar papel relevante na modernização das redes.

Os resultados sugerem que a transição energética global está se orientando por uma abordagem mais ampla, que combina segurança de suprimento, digitalização e sustentabilidade.



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