A hidrelétrica de Belo Monte foi a usina 100% nacional que mais gerou energia elétrica no Brasil no primeiro semestre de 2025. A unidade, localizada no sudoeste do Pará, produziu 27.906 GWh no período, o equivalente a 8% da energia consumida no País de janeiro a junho. O volume representa um aumento de 38% em relação ao mesmo intervalo do ano passado, quando foram gerados 20.414 GWh.

O desempenho foi impulsionado pelas altas vazões registradas no rio Xingu ao longo deste ano, revertendo o cenário de 2024, marcado por estiagens severas associadas ao fenômeno El Niño. A geração acumulada no semestre seria suficiente para abastecer cerca de 26 milhões de residências, segundo cálculos com base em dados do Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2025 da EPE - Empresa de Pesquisa Energética.

A energia gerada por Belo Monte no período também equivale ao consumo de todas as residências das regiões Norte e Nordeste por seis meses ou, ainda, ao atendimento de todo o Sistema Interligado Nacional (SIN) por aproximadamente 14 dias.

Durante momentos de oscilação na geração de fontes intermitentes, Belo Monte chegou a operar com 11.000 MW de potência, contribuindo com até 12% da carga nacional. O volume corresponde ao consumo de cerca de 60 milhões de pessoas.

A atuação da usina foi relevante durante episódios de demanda elevada, como nas ondas de calor que atingiram o Sudeste no início do ano. Em 26 de fevereiro, quando o SIN atingiu a marca histórica de 106.536 MW de demanda instantânea às 18h53, Belo Monte gerou 9.149 MW, ou 8,5% da carga total naquele momento.

Além de sua capacidade de geração, Belo Monte contribui para a estabilidade do sistema ao operar como uma espécie de bateria natural. Sua atuação reduz a pressão sobre os reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste, evitando o acionamento de fontes de geração mais poluentes.



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