A Eletrobras, em seu balanço financeiro do primeiro trimestre, divulgou medidas adotadas para redução de custos e para implementação de novos investimentos. No primeiro caso, o destaque foi a redução de 28%, em comparação com o último trimestre de 2024, com despesas de pessoal, material, serviços e outros, conhecida pela sigla de PMSO. Em comparação com o mesmo período do ano passado, a redução foi de 8%.

Na mesma linha, a empresa destaca os acordos para renegociação de empréstimos compulsórios, que seguem em trajetória decrescente desde a capitalização. O estoque da dívida diminuiu R$ 2,9 bilhões ante igual período do ano passado, com recuo de R$ 447 milhões na comparação com o último trimestre de 2024. No segundo trimestre de 2022, o estoque totalizava R$ 26,1 bilhões e hoje está em R$ 13,1 bilhões.

Este passivo de empréstimos compulsórios tem origem em cobranças debitadas nas contas dos consumidores finais que financiaram a expansão do sistema elétrico brasileiro e deram origem a disputas judiciais.

Em investimentos, a Eletrobras somou R$ 912 milhões no primeiro trimestre. Mesmo que o volume represente queda de 25% em relação ao desembolso do mesmo trimestre de 2024, os aportes foram utilizados na conclusão de uma das maiores obras da companhia, o parque eólico de Coxilha Negra, em Santana do Livramento (RS). Em operação desde abril, o parque tem capacidade de geração de 302,4 MW e representou investimentos de mais de R$ 2,4 bilhões.

Entre os projetos do primeiro trimestre, a empresa destaca o avanço das obras do Linhão Manaus-Boa Vista, que já tem 87% das obras concluídas e previsão de conclusão no segundo semestre. Com esta obra, que esteve paralisada por mais de 10 anos, todos os estados do Brasil estarão conectados ao sistema integrado nacional. O investimento total no Linhão chega a R$ 3,3 bilhões.

No primeiro trimestre, a Eletrobras registrou prejuízo de R$ 81 milhões. O resultado reflete a revisão feita pela Aneel na base regulatória de ativos da Chesf, uma das principais subsidiárias da Eletrobras. O impacto desta revisão totalizou R$ 952 milhões, o que afetou o resultado contábil.



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