Empresas brasileiras estão buscando parceiros de serviços de nuvem pública para ajudá-las a atender à crescente demanda por serviços online e permitir que os funcionários continuem trabalhando em casa durante a pandemia de Covid-19. A tendência foi divulgada pelo relatório ISG Provider Lens Public Cloud – Solutions and Services 2020, produzido e divulgado pela ISG – Information Services Group.

“A nuvem pública é um ecossistema ideal para a continuidade do trabalho virtual e e-commerce que acontecem no Brasil”, diz Pedro Luís Bicudo Maschio, analista do ISG e autor do relatório. “Ela fornece a agilidade e a escalabilidade que as empresas precisam para oferecer boas experiências aos clientes e funcionários”.

O relatório ISG Provider Lens Public Cloud – Solutions and Services 2020 para o Brasil avalia as competências de 44 provedores em seis quadrantes: Consulting and Transformational Services for Large Accounts; Consulting and Transformational Services for the Midmarket; Managed Public Cloud Services for Large Accounts; Managed Public Cloud Services for the Midmarket; Hyperscale Infrastructure and Platform Services, e SAP HANA Infrastructure Services.

O documento aponta um interesse crescente entre as empresas por serviços de computação sem servidor e gerenciamento de contêineres. Além disso, as companhias estão adotando cada vez mais a IA – Inteligência Artificial e a computação cognitiva e exigem dos provedores mais serviços de transformação de aplicativos.

Segundo o relatório, as empresas no Brasil têm uma preferência clara por um ambiente com várias nuvens. Os clientes preferem as melhores soluções e estão cada vez mais interessados em provedores que possam ajudá-los a verificar vulnerabilidades e cumprir regulamentos como a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados. Ainda assim, a maioria das companhias tem uma nuvem preferida para suas cargas de trabalho de computação, usando outras nuvens para aplicativos específicos, SaaS – Software como Serviço ou para redução de custos.

A análise ainda mostra um número crescente de empresas brasileiras trocando de provedores de serviços de nuvem pública gerenciados durante o ano, à medida que as companhias buscam obter os melhores serviços a um preço competitivo. Um dos principais diferenciais é a gestão de custos, que se tornou uma grande prioridade durante a pandemia. Provedores titulares que se concentraram em ajudar os clientes a otimizar os recursos da nuvem e reduzir os custos mensais tiveram maior retenção de clientes.



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