A Vivo inaugurou em São Pedro da Aldeia, na região dos Lagos do Rio de Janeiro, sua primeira usina de geração distribuída de energia movida a biogás. Construída em parceria com o Grupo Gera Energia, a usina está instalada em uma área de 300 metros quadrados, junto ao aterro sanitário de Dois Arcos. Irá produzir mais de 11 mil MWh/ano e atender cerca de 320 unidades consumidoras que estão localizadas na área de concessão da Enel-RJ. A usina é também a primeira em geração distribuída da Vivo entrar em operação no estado do Rio de Janeiro, que deve receber outras cinco usinas, sendo quatro de fonte solar, nos municípios de Quissanã e Seropédica. A quinta usina será de fonte hídrica e será instalada em Miguel Pereira.

A nova estrutura integra o projeto de geração distribuída da Vivo, anunciado em julho deste ano, que prevê a expansão do modelo com fontes renováveis de origem solar (61%), hídrica (30%) e de biogás (9%) para todo o Brasil. A iniciativa prevê a instalação de mais de 70 usinas em todas as regiões, operando em 23 estados, além do Distrito Federal. Deste total, 14 já estão em funcionamento e o restante deve estar operacional até meados de 2021. No caso da geração de São Pedro da Aldeia, a energia elétrica será injetada na rede da concessionária local (Enel Rio).

O projeto da Vivo, como um todo, responde por mais de 80% do seu consumo em baixa tensão, atendendo mais de 28 mil unidades da empresa. Além de contribuir com o meio ambiente por ser renovável e de baixo impacto, a medida deve gerar uma economia anual importante nos gastos com energia. “A obtenção de energia por meio da geração distribuída, em pequenas usinas, próximas aos pontos consumidores, contribui ainda para minimizar as perdas no sistema de distribuição, além de reduzir as emissões de CO2 e evitar impactos de grandes empreendimentos no meio ambiente e comunidade”, afirma Caio Guimarães, diretor de Patrimônio da Vivo.
Os investimentos  são realizados pelas empresas contratadas, com a contrapartida de uma parceria de longo prazo com a Vivo, de até 20 anos. Com todas as usinas operando, a Vivo produzirá cerca de 670 mil MWh/ano de energia, o suficiente para abastecer todo o consumo de uma cidade de até 300 mil habitantes.

Além da usina de biogás, no Rio de Janeiro, há usinas em operação pela Vivo em Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e São Paulo. A primeira usina de fonte solar foi inaugurada em junho deste ano, em Campinas, instalada em uma área de 80 mil m². Construída em parceria com a TMW Energy, a usina tem capacidade de 4,77 MW e está instalada na área de concessão da CPFL Paulista.

No Mato Grosso, áreada Energisa MT, a usina em parceria com a empresa Centrais Elétricas Salto dos Dardanelos iniciou sua operação em março deste ano, com capacidade de 3,5 MW, produzida a partir de fonte hídrica. Também estão operacionais usinas em Goiás - uma em Rio Verde, de fonte hídrica, e outra em Bela Vista de Goiás, de fonte solar. Juntas, as usinas implantadas com a Athon Energia irão produzir cerca de 21.200 MWh/ano e abastecer mais de 700 unidades consumidoras da empresa, como lojas, torres, antenas, equipamentos de telecomunicações e escritórios na área de concessão da Enel GO.

O modelo de geração distribuída da Vivo teve início em 2018 no estado de Minas Gerais, área de concessão da Cemig, com o abastecimento das mais de 3 mil estações radiobase da empresa. O projeto, em parceria com a Hy Brazil, contempla um conjunto de usinas de fonte hídrica com capacidade de 22,4 MW. Nesta segunda fase, o modelo está sendo expandido oficialmente para todo o país.

A Vivo mantém um consumo de energia 100% renovável desde 2018, iniciativa que possibilitou à empresa reduzir em 50% suas emissões de gases causadores do efeito estufa em 2019.

Os objetivos da Vivo no campo energético contemplam também metas para aumento da eficiência e redução no consumo, que possibilitaram à empresa uma economia de cerca de 7% no uso de energia em 2019. No último ano, as inciativas compensaram 120 GWh.








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