A CNH e a TIM anunciaram um investimento conjunto de cerca de R$ 77 milhões para implantação de 97 novas torres de telecomunicações em Minas Gerais, no âmbito do programa estadual Alô Minas III. A iniciativa busca ampliar a cobertura móvel em áreas rurais e regiões de baixa densidade populacional, reforçando a infraestrutura digital voltada ao agronegócio e aos serviços públicos no interior do Estado.

Com previsão de implantação em até 18 meses, as novas estruturas deverão atender aproximadamente 1,5 milhão de hectares, beneficiando mais de 200 mil pessoas que atualmente vivem em áreas sem conectividade adequada. Segundo as empresas, a expansão também permitirá levar acesso à internet para cerca de 47 escolas rurais, 11 unidades básicas de saúde e aproximadamente 11 mil propriedades agrícolas.

A iniciativa aprofunda a parceria entre a CNH, fabricante global de máquinas agrícolas e de construção, e a TIM, operadora que vem ampliando sua atuação em conectividade rural. O projeto dá continuidade a experiências anteriores das empresas no uso de conectividade aplicada ao agronegócio, como a Fazenda Conectada Case IH, desenvolvida em Água Boa, MT, que utilizou tecnologias digitais para aumentar produtividade, reduzir custos operacionais e melhorar a eficiência no campo.

Segundo Rafael Miotto, presidente da CNH para a América Latina, a conectividade tornou-se um elemento central para modernização das operações agrícolas e para o desenvolvimento das comunidades rurais. “A conectividade é um fator chave para a evolução das áreas rurais, permitindo maior eficiência, sustentabilidade e tomada de decisão baseada em dados. A expansão dessa infraestrutura representa um avanço importante para levar esses benefícios a um número maior de produtores e à sociedade como um todo”, afirmou.

Além de ampliar o acesso à Internet, a iniciativa também busca acelerar a digitalização das operações agrícolas por meio de máquinas conectadas e plataformas de monitoramento remoto. Segundo a empresa, equipamentos das marcas Case IH e New Holland geram dados operacionais utilizados por equipes especializadas para suporte aos concessionários e desenvolvimento de projetos voltados ao aumento da disponibilidade das máquinas em campo.

O investimento será realizado por meio do programa Alô Minas III, que permite a empresas destinarem parte de seus créditos de ICMS para projetos de expansão da infraestrutura de telecomunicações. O modelo busca acelerar a implantação de cobertura móvel em regiões ainda pouco atendidas, utilizando recursos tributários para financiar investimentos estruturantes.

Para a TIM, a conectividade rural passou a ter papel estratégico não apenas para o agronegócio, mas também para inclusão digital e desenvolvimento regional.

“Nosso trabalho de digitalização do agronegócio, a partir da conectividade, impulsiona produtividade e eficiência. Esse movimento não apenas fortalece o setor, mas também gera mais riqueza para o Estado e beneficia as comunidades”, afirmou Alberto Griselli (foto), CEO da TIM Brasil.

Segundo o executivo, a ampliação da infraestrutura digital no campo também contribui para melhorar o acesso a conteúdos educacionais, serviços de saúde, comunicação e novas oportunidades econômicas em regiões rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de crescente demanda por conectividade em áreas agrícolas, impulsionada pelo avanço da agricultura de precisão, monitoramento remoto de equipamentos, automação e aplicações baseadas em dados. Para o setor, a ampliação da cobertura móvel é considerada um dos principais desafios para expansão de tecnologias digitais no campo brasileiro.



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