O Polo Industrial de Manaus (PIM) está antecipando a importação de insumos e matéria-prima para suas linhas de produção para atender à demanda dos consumidores brasileiros e evitar impactos da estiagem nos rios amazônicos, como ocorreu em maior escala em 2023 e 2024. De acordo com o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), a iniciativa é um indicador importante de que o faturamento do segundo semestre deverá ser posit
ivo, inclusive para empresas transformadoras de plásticos.
No primeiro semestre, a Zona Franca de Manaus (ZFM) já atingiu um faturamento acumulado de R$ 99 bilhões, uma elevação de quase 14% sobre o mesmo período de 2024. A previsão de faturamento para a região em 2025 é de até R$ 240 bilhões, com crescimento impulsionado por setores como motocicletas, eletroeletrônicos, ar-condicionado e transformação de plásticos. Se confirmado, esse volume representará uma alta de quase 18% sobre o ano passado.
De acordo com os dados mais atuais, a maior alta nas importações ocorreu no mês de julho, segundo o Painel Econômico do Amazonas (PEA), levantamento mensal do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM). O estudo aponta uma alta de 27% nas importações em julho, que somaram quase US$ 1,4 bilhão. “O setor industrial demonstra capacidade de adaptação, assegurando cadeias produtivas mesmo diante de riscos logísticos. Esse movimento reforça a confiança no desempenho do segundo semestre”, comentou André Ricardo Costa, coordenador de indicadores do CIEAM.
Plásticos em destaque
O setor de transformação de plásticos do PIM também apresentou melhora de desempenho, com um faturamento crescente durante o semestre, tanto como fornecedor de insumos para outros setores industriais quanto de produtos finais para mercados nacionais, como o agronegócio.
No faturamento setorial, observou-se uma evolução em 2025 maior em relação à dos mesmos meses em 2024 e 2023, com valores superiores a R$ 1,3 bilhão por mês. O desempenho positivo reflete a diversificação dos mercados atendidos pelos produtos transformados a partir de plásticos, ampliando oportunidades industriais.
Confiança acima da média nacional
A oitava edição do Índice de Confiança do Empresário Industrial no Amazonas (ICEI-AM ) marcou 61,48 pontos em julho, retomando a faixa de otimismo após sinais de arrefecimento nos meses anteriores. No mesmo período, o índice nacional apurado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) foi de 46,1 pontos. Segundo o CIEAM, a diferença demonstra que fatores locais – como a retomada das importações, o aquecimento do setor de serviços e a estabilidade logística – têm sustentado a confiança dos empresários amazonenses, em contraste com as preocupações de ordem externa que impactam mais diretamente o restante do país.
“Esses dados revelam a capacidade do Amazonas de sustentar seu ciclo econômico. O Polo Industrial, aliado à força dos serviços e ao otimismo do empresariado, projeta para o estado um segundo semestre de expansão e fortalecimento da atividade econômica”, conclui André Ricardo Costa, Coordenador de Indicadores do CIEAM.
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Imagem: CIEAM
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