Os geossintéticos são materiais amplamente aplicados em aterros visando à impermeabilização e evitando a contaminação de solo e de águas subterrâneas. As grandes companhias gestoras de aterros sanitários dominam as vantagens oferecidas por essa classe de produtos e, principalmente, sabem determinar as propriedades requeridas e como fazer ensaios para exigir a qualidade do material.

As geomembranas ganham maior destaque nesta aplicação, devido ao seu papel como barreira de fluxo. Também são usados geocompostos drenantes e geotêxteis para garantir a drenagem dos líquidos e a proteção das geomembranas, evitando que possam vir a ser perfuradas.

Esse tema foi tratado pelo CTG ABINT em uma live realizada com Vinicius Pedreira Coimbra, engenheiro ambiental e especialista em engenharia de segurança do trabalho e MBA em gerenciamento de projetos. O entrevistado atua na Veolia Brasil e conta com experiência em operação de aterros sanitários, obras de instalação de geossintéticos, licenciamento ambiental e valorização de resíduos.

Durante a entrevista, foram discutidos os principais pontos sobre a aplicação de geossintéticos em obras desta natureza. De acordo com Coimbra, como os impactos associados a falhas de desempenho do material são muito elevados, é imprescindível que a qualidade do produto seja garantida.

A espessura das geomembranas nessa aplicação também foi tema da conversa. Segundo o engenheiro, com exceção da aplicação na impermeabilização da base do aterro, as geomembranas de espessuras menores podem ser utilizadas, como por exemplo, nas coberturas temporárias dos resíduos até o recobrimento definitivo com solo de cada célula, que mede, em média, 5 m de altura.

A conversa na íntegra pode ser acompanhada pelo link: https://abrir.link/AcNNg.



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