A geração solar distribuída continuou a crescer em ritmo acelerado no primeiro semestre e, apesar da elevação dos custos dos equipamentos, manteve a estabilidade nos preços dos sistemas fotovoltaicos para os clientes finais. Estas são as principais conclusões do “Estudo Estratégico Geração Distribuída – Mercado Fotovoltaico” referente ao 1º Semestre de 2021, publicação da consultoria Greener lançada nesta semana.

Para se ter ideia do ritmo de crescimento, a demanda por módulos fotovoltaicos importados dobrou no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a 4,88 GW, contra 2,44 GW em 2020. O desempenho se torna ainda mais expressivo ao se comparar com a demanda de todo o ano 2020, de 4,76 GW, quando foram importados menos módulos do que nos primeiros seis meses deste ano. O estudo ressalta que os módulos FV nacionais representaram apenas 1,8% do mercado no período (90 MW), o que demonstra queda contínua na participação, já que em 2020 responderam por 3,8% (190 MW) e por 3% em 2019 (139 MW).

Além de o volume de importação de inversores também ter registrado o considerável aumento de 83% no período, passando de 2,48 GW no primeiro semestre de 2020 para 4,55 GW neste ano, há outros sinais importantes de evolução registrados no estudo. Pela primeira vez, por exemplo, os módulos de tecnologia monocristalina PERC se tornaram majoritários, superando os módulos standard (poli e mono), que continuam a perder espaço. No segundo trimestre de 2021, as tecnologias PERC (poli e mono) contabilizaram 66% da potência importada.

E o crescimento do mercado ocorreu com a estabilidade nos preços médios dos sistemas, apesar da pressão de custo das principais matérias-primas. Segundo o levantamento da Greener, o preço médio de sistemas fotovoltaicos residenciais de 4 kWp, em junho de 2021, foi de R$ 4,88 o Wp instalado, apenas uma pequena oscilação em relação ao mesmo mês de 2020, quando era de R$ 4,76/Wp. Já em um sistema comercial de 50 kWp, também na mesma comparação, em junho de 2021 o custo foi de R$ 3,89/Wp, contra R$ 3,70/Wp do ano anterior. Para a pesquisa, a estabilidade nos preços ocorre desde 2019, com pequenas oscilações, mas vem de um período de queda nos preços mais acentuada e registrada desde 2016, o que ocorreu também muito por conta de redução nos custos de integração.

O primeiro semestre agregou 1,45 GW de GD à rede, com a potência instalada no segmento alcançando 6,5 GW. Isso representou crescimento de 30% em relação a dezembro de 2020. O recorde foi registrado no mês de março, com 310 MW de volume conectado. A classe residencial respondeu por 50% do volume adicionado no semestre (contra 39% registrado em 2020) e a comercial teve redução, de 37% do adicionado em 2020 para 29%, o que pode ter sido influenciado pelas medidas de enfrentamento da pandemia, com o deslocamento do consumo dos escritórios comerciais para os home-offices.

O estudo pode ser acessado no site www.greener.com.br



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