Como um dos vetores principais para as metas de descarbonização de vários países desenvolvidos, o hidrogênio verde, produzido a partir de fontes renováveis e que pode substituir combustíveis fósseis na mobilidade e nos setores de energia e industrial, ganhou mais uma iniciativa de peso para atender a prevista explosão de demanda dos próximos anos.

Após dois anos de pesquisa e preparações mantidas sob sigilo, um consórcio de 30 grupos empresariais europeus lançou o programa conjunto HyDeal Ambition, cujo objetivo é oferecer hidrogênio verde em toda a Europa a € 1,5 por kg antes de 2030. Para cumprir a meta de economia de escala, o plano é atingir 95 GW de energia solar e 67 GW de capacidade de eletrólise da água até 2030, para produzir 3,6 milhões de toneladas de hidrogênio verde por ano.

O gás verde será produzido na Península Ibérica e escoado por gasodutos e sistemas de armazenamento, para suprir as demandas de energia, industriais e de transportes. O volume previsto equivale a 45 dias de consumo de petróleo na França. Com produção inicial projetada para 2022, a previsão é a de que as primeiras entregas sejam feitas na Espanha e no sudoeste da França, em seguida no leste francês e, por fim, para a Alemanha, país que tem meta ambiciosa para o hidrogênio verde, com plano de investir € 9 bilhões do seu orçamento público no estímulo da oferta e demanda dessa nova fronteira energética.

Para chegar à meta de reduzir o custo do H2 verde, e torná-lo competitivo com os combustíveis fósseis, as empresas participantes do acordo desenvolverão uma série de projetos e parcerias, sendo que a primeira iniciativa prevista será a construção na Espanha de 10 GW em usinas solares. De forma geral, o programa envolve criar um ecossistema completo que envolve toda a cadeia de valor do hidrogênio verde (upstream, midstream, downstream e financiamento).

Entre os participantes, há desenvolvedores solares, como as espanholas DH2 e Dhamma Energy, a italiana Falck Renewables e a francesa Qair. Também há OEMs de eletrólise, empresas de engenharia e EPCistas, como as francesas McPhy Energy e Vinci. Ainda se destacam no acordo empresas de transporte de gás, como a espanhola Enagás, a alemã OGE, a italiana Snam e as francesas Teréga e GRTgaz. Outros participantes são empresas de consultoria, fundos de investimentos e fornecedores de tecnologias e equipamentos.

 



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