A Trinergy, desenvolvedora de projetos de energia renovável com atuação no Brasil e no Chile, colocou à venda um portfólio de três usinas fotovoltaicas em operação no Mato Grosso do Sul, que somam 9,1 MWp (7,5 MWca), denominado Sun Invest III. Os ativos estão enquadrados no regime de transição conhecido como GD I, previsto na Lei nº 14.300/2022, com regras de compensação aplicáveis até 2045, observadas as condições legais e regulatórias. Após o desenvolvimento pela Trinergy, a Trivis assumiu a gestão dos projetos, atuou como EPC-m durante a implantação e permanece responsável pela gestão dos ativos em operação.
Segundo comunicado da Trinergy, a transação dá continuidade ao modelo de negócios da empresa de desenvolver, estruturar, implantar e colocar ativos de energia renovável em operação para, em seguida, monetizá-los e direcionar recursos a novas oportunidades. “Paralelamente, a companhia identifica novas oportunidades de aplicar sua experiência em geração de energia, desenvolvimento e operação de usinas para oferecer soluções energéticas integradas a consumidores empresariais de pequeno e médio porte, tanto no mercado regulado quanto no mercado livre.” A Trinergy realiza análise, planejamento e administração de soluções de acordo com cada perfil de consumo, considerando energia, demanda de potência, estrutura tarifária e alternativas de geração própria e armazenamento.
As usinas ora em venda foram implementadas em coinvestimento com o Grupo Icafal, um dos principais grupos chilenos de engenharia, construção e infraestrutura, com mais de 45 anos de experiência no desenvolvimento, investimento e operação de concessões públicas e privadas, além de ativos de energia renovável no Chile e no Brasil. Os parques entraram em operação no primeiro semestre de 2026 e têm geração anual estimada em 19,7 GWh.
A Watt Capital atua como assessora financeira exclusiva dessa operação de venda. Para Eduardo Tobias, sócio da Watt Capital, o portfólio reúne atributos relevantes para investidores em infraestrutura: usinas em operação, enquadramento no regime GD I, proximidade geográfica dos ativos e estrutura de financiamento de longo prazo. “A construção foi financiada por uma emissão de debêntures incentivadas com prazo de 15 anos. A localização das usinas também favorece sinergias na operação e manutenção”, afirma Tobias.
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