Uma recente pesquisa da IFS, fornecedora de software de IA Industrial, revela uma inversão nas prioridades de investimento do setor global de “Energia e Utilities”, antes dominadas por metas de sustentabilidade e descarbonização. Infraestrutura envelhecida, pressões de acessibilidade tarifária e desafios de confiabilidade estão forçando as concessionárias a adotar uma estratégia de investimento mais equilibrada, a fim de fortalecer as operações essenciais e avançar na transição energética. A pesquisa constata que as concessionárias estão recorrendo ao reforço da rede, a novas fontes de energia e armazenamento e a uma melhor gestão do ciclo de vida dos ativos, tudo sustentado por IA Industrial para otimizar o desempenho, melhorar a resiliência e entregar melhores resultados para clientes e órgãos reguladores.
O novo estudo global ― conduzido pela Censuswide e realizado com 850 executivos do setor de utilities ― destaca um setor operando sob imensas pressões em múltiplas frentes, impulsionadas por um crescimento de carga sem precedentes, proveniente de data centers e da eletrificação e por eventos climáticos extremos.
Carol Johnston, VP de Energia e Utilities da IFS, coloca os resultados encontrados em perspectiva: "O pêndulo no setor de energia oscilou rapidamente. A sustentabilidade continua sendo um objetivo crítico para as concessionárias, mas realidades operacionais e geopolíticas em evolução estão impulsionando uma agenda de investimentos mais equilibrada. Décadas de subinvestimento, somadas a processos tarifários regulatórios rígidos e a uma rede envelhecida, criaram um ambiente operacional no qual confiabilidade, resiliência e acessibilidade tarifária precisam ser tratadas simultaneamente."
Reforçar a confiabilidade da rede existente para criar resiliência contra eventos climáticos extremos e ameaças cibernéticas lidera as prioridades operacionais, identificada como o desafio operacional mais crítico enfrentado pelos líderes das concessionárias hoje. Isso levou as companhias a reavaliar a infraestrutura existente — 26% reavaliam ativamente seus portfólios de ativos para priorizar investimentos na infraestrutura de rede já instalada.
“A IA Industrial está emergindo como a camada crítica necessária para unificar sistemas fragmentados, prever falhas de equipamentos antes que elas provoquem a interrupção da rede e automatizar fluxos de trabalho operacionais complexos”, diz um comunicado da IFS. Segundo a empresa, 57% dos líderes de concessionárias acreditem que a IA é crítica para reduzir custos operacionais, enquanto quase metade (47%) afirma que a IA é crítica para otimizar a performance dos ativos e gerenciar o crescimento da demanda impulsionado pela eletrificação.
A pesquisa evidencia que a adoção de novas tecnologias é dificultada por desafios fundamentais de dados — 49% estão limitados por silos de dados operacionais que impedem a tomada de decisão em tempo real. Apesar do investimento pesado, a maioria das concessionárias permanece no estágio "em desenvolvimento" da gestão do ciclo de vida dos ativos, com sistemas isolados e capacidades preditivas limitadas — apenas 33% descrevem suas capacidades de gestão do ciclo de vida dos ativos como avançadas, enquanto 51% afirmam ter sistemas de gestão de ativos implementados, mas que operam em silos, com capacidades preditivas limitadas. Isso evidencia claramente o apetite das concessionárias por uma abordagem modernizada de gestão de ativos, central para resiliência, confiabilidade e planejamento de investimentos.
"As concessionárias não podem resolver os desafios atuais apenas com novos investimentos em infraestrutura. Enfrentar a crescente demanda e as pressões de acessibilidade tarifária exige uma estratégia equilibrada, que extraia mais dos ativos existentes e, ao mesmo tempo, faça investimentos inteligentes em nova capacidade, modernização da rede e resiliência. A IA Industrial fornece a inteligência de decisão necessária para otimizar o desempenho dos ativos, maximizar o retorno sobre o capital e manter um serviço confiável em um ambiente operacional cada vez mais complexo", afirma Carol Johnston.
À medida que as concessionárias lutam para equilibrar o investimento de capital entre a manutenção da infraestrutura legada e a expansão da capacidade, os métodos tradicionais de gestão da rede estão atingindo seu limite. A pesquisa destaca uma mudança crescente em direção à flexibilidade da rede, incluindo sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS - battery energy storage systems) e sistemas de gestão de recursos energéticos distribuídos (DERMS - distributed energy resource management systems), para gerenciar a volatilidade da demanda e proteger contra interrupções prolongadas.
O relatório completo da Censuswide, encomendado pela IFS, está disponível desde o final de setembro. Para saber mais, visite ifs.com.
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