O Grupo de Trabalho 4 (GT-4) da Comissão de Estudo Especial de Energia Solar Fotovoltaica da ABNT está elaborando uma norma nacional para controle de exportação de potência de inversores fotovoltaicos, com o objetivo de estabelecer requisitos técnicos uniformes para sistemas de geração distribuída que precisam limitar a quantidade de energia injetada na rede elétrica. A expectativa é que a proposta seja colocada em consulta pública no início de 2027.

O trabalho foi apresentado por Anderson Severo, gerente técnico do IEM – Instituto de Energia e Mobilidade e um dos relatores do GT4, durante a Intersolar South America, que aconteceu esta semana em São Paulo. A iniciativa, segundo ele, busca estabelecer uma referência nacional. “A uniformização deverá trazer maior clareza para distribuidoras, fabricantes e integradores”, acrescentou. 

O princípio do controle de exportação é ajustar continuamente a geração do sistema fotovoltaico para que a potência injetada na rede permaneça dentro do limite estabelecido. Quando ocorre, por exemplo, uma redução do consumo da unidade e aumenta a parcela de energia disponível para exportação, o sistema deve identificar essa condição e reduzir a geração dos inversores até que a injeção retorne ao valor permitido.

Entre os parâmetros já discutidos pelo grupo está a adoção de 15 segundos como tempo de resposta do sistema, referência utilizada pela CPFL e encontrada em normas internacionais. Outro ponto em discussão é o funcionamento do controle em inversores bifásicos e trifásicos. A proposta prevê modalidades de controle por fase e pelo conjunto das fases. A futura norma também deverá tratar da função de failsafe, destinada a determinar o comportamento do sistema caso haja perda de comunicação ou outra falha que comprometa o controle da exportação.

A iniciativa é apresentada como uma alternativa para reduzir dificuldades associadas aos pareceres de acesso e dar maior previsibilidade aos requisitos aplicados aos equipamentos. “A gente acredita que a uniformização dos requisitos vai facilitar para que as concessionárias tenham requisitos um pouco mais claros”, disse Severo. Segundo ele, a intenção é encontrar uma solução de compromisso entre os diferentes agentes e reduzir as restrições impostas à conexão de novos sistemas de geração distribuída.



Mais Notícias FOTOVOLT



Cemig inclui baterias em chamada de eficiência energética

Edital prevê R$ 150 milhões para eficientização de instalações consumidoras e também geração de energia solar

16/10/2026


Absae lança estudo Visão 2030 e propõe agenda para integrar armazenamento

Documento aponta prioridades regulatórias, econômicas e institucionais e propõe coordenação nacional pelo CNPE

16/10/2026


Restrição para injetar na rede impulsiona baterias e zero grid

TTS já implantou 27 MW em 25 projetos sem exportação de energia e identifica maior demanda por geração própria com controle e armazenamento

16/10/2026