A Schneider Electric e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) inauguraram o Polo Schneider Electric de Energia Sustentável Kanata Katu, um espaço de demonstração, capacitação e disseminação de soluções de energia limpa na Amazônia. Uma das iniciativas que serão monitoradas é a Usina Solar Indígena Três Unidos, que fica na Área de Proteção Ambiental do Rio Negro, sob gestão da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas. A usina foi viabilizada com apoio do Ministério Federal da Alemanha para o Meio Ambiente, por meio da Internacional Climate Initiative (IKI) e da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), e implementada pela FAS.

A Schneider Electric agregou ao sistema sua arquitetura tecnológica de gestão de energia com soluções voltadas a medição, proteção, monitoramento e uso eficiente da energia. A usina solar, que substituiu instalação anterior de geração a diesel, fornece eletricidade continuamente a 47 residências e a estruturas essenciais da comunidade, como duas escolas, posto de saúde e empreendimentos locais.

Antes da substituição, os geradores a diesel operavam apenas durante quatro horas diárias, das 18h às 22h, e consumiam de cerca de 1.900 litros de combustível por mês a um custo médio de R$ 6.500. Como Três Unidos também recebe moradores de comunidades vizinhas para atividades educacionais, esportivas e sociais, a iniciativa amplia seu impacto para cerca de 4.200 pessoas. Segundo Virgilio Viana, superintendente-geral da FAS, “a energia é um facilitador capaz de criar condições para o desenvolvimento sustentável e gerar esperança por uma Amazônia próspera, com melhoria de renda e indicadores sociais, mantendo a floresta em pé.”

A solução implementada combina geração solar fotovoltaica off-grid, armazenamento em baterias, integração com gerador a diesel como backup e uma arquitetura tecnológica de gestão energética que possibilita monitorar, medir e otimizar, em tempo real, a produção e o consumo de energia na comunidade.

A Schneider Electric apoiou a operação do sistema por meio do financiamento da base elétrica de suporte à usina solar, incluindo inversores e componentes responsáveis pela gestão do recurso gerado. A companhia instalou medidores de energia em todas as unidades atendidas, propiciando o controle do consumo e apoiando a sustentabilidade operacional do modelo. Cada residência conta com uma cota mensal de 160 kWh, mediante uma taxa de R$ 75. O consumo excedente é cobrado à parte, e os recursos arrecadados são destinados à manutenção da usina e à remuneração do técnico responsável, assegurando a continuidade do serviço no longo prazo.

Com energia disponível ao longo do dia, a comunidade passa a contar com melhores condições para o funcionamento de serviços essenciais, como saúde e educação, além de fomentar novas atividades econômicas e fortalecer iniciativas locais, como turismo e artesanato. A disponibilidade contínua expande o potencial de atividades produtivas, melhora a conservação de alimentos e apoia iniciativas de turismo de base comunitária, com impacto direto na geração de renda local.

Segundo Rafael Segrera, presidente da Schneider Electric para a América do Sul, ainda há cerca de 16 milhões de pessoas vivendo sem fornecimento regular ou confiável de energia na América Latina, sendo 2 milhões apenas no Brasil. “Precisamos de iniciativas como a de Três Unidos para mudar esse cenário, por meio de infraestrutura que permita o uso eficiente de fontes renováveis e a gestão adequada do recurso.”

A parceria entre a Schneider Electric e a Fundação Amazônia Sustentável vem sendo construída desde 2012. A iniciativa tem o potencial de servir como referência para outras regiões da Amazônia que ainda enfrentam desafios relacionados à energia, favorecendo a transição energética e o desenvolvimento sustentável local.



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