A EDP selecionou, pela primeira vez no Brasil, um projeto de acesso à energia para financiamento pelo Fundo de Acesso à Energia (A2E). A iniciativa apoiará um sistema de bombeamento solar desenvolvido pelo Instituto Puxirum, destinado a garantir o fornecimento contínuo de água potável em uma comunidade da Amazônia. O projeto integra a sétima edição do programa, que destina um total de 1 milhão de euros a nove ações em cinco países.
Os projetos selecionados utilizam soluções solares descentralizadas e sistemas de armazenamento e, segundo a EDP, devem melhorar o acesso a água potável, saúde e educação para 330 mil pessoas diretamente e 840 mil indiretamente.
Ao todo, mais de 200 propostas foram submetidas. O Fundo selecionou oito organizações sem fins lucrativos e uma empresa, com iniciativas voltadas ao combate à pobreza energética em Quênia, Malaui, Moçambique, Nigéria e Brasil. O Brasil participa por meio do Instituto Puxirum, que implantará o projeto Puxirum d’Água na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé, em Manaus.
A ação prevê a reabilitação do sistema de abastecimento local e a instalação de um conjunto de bombeamento solar, com foco em ampliar a autonomia energética e fortalecer a gestão comunitária da infraestrutura de água potável.
Em Moçambique, o apoio será destinado ao Centro de Saúde de Monapo, que receberá sistemas fotovoltaicos, equipamentos de purificação de água e conexão à internet para ampliar a capacidade de atendimento, incluindo teleconsultas. Já no Quênia, unidades de saúde geridas pelo Aga Khan Hospital Mombasa serão equipadas com sistemas solares para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
Outros projetos no Quênia incluem a instalação de solução híbrida de energia no Hospital de Chulaimbo, pela PV Tech, e um sistema fotovoltaico para reforçar os serviços do Hospital St. John of God, pela Fundación GFM Renovables.
No Malaui, duas iniciativas reforçarão a infraestrutura energética de hospitais e escolas de enfermagem, com expansão de capacidade solar e de armazenamento para garantir funcionamento contínuo de serviços essenciais. Na Nigéria, projetos levarão energia a escolas sem acesso à rede e ampliarão a operação de pontos de água em escolas, centros de saúde e comunidades.
Criado em 2018, o Fundo A2E já apoiou 56 projetos em oito países, com investimento acumulado de 5,5 milhões de euros. Segundo a EDP, as ações beneficiaram 855 mil pessoas diretamente e 9 milhões de forma indireta desde o início do programa.
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