O governo de Mato Grosso do Sul vai implantar três usinas solares de grande porte, com capacidade combinada de 1.531 MW, distribuídas entre Campo Grande, Paranaíba e Paraíso das Águas. Os projetos, desenvolvidos pela Casa dos Ventos, totalizam investimento de R$ 5,12 bilhões. As unidades de Campo Grande e Paranaíba têm previsão de entrada em operação em junho e julho de 2026, enquanto a planta de Paraíso das Águas deve iniciar em setembro de 2027.

Segundo o governo estadual, a entrada das três usinas elevará em 45% a potência instalada do Mato Grosso do Sul e colocará o estado entre os dez maiores geradores de energia solar do País. As iniciativas integram as metas do programa MS Renovável, voltado à ampliação da participação de fontes limpas na matriz local.

A usina Rio Brilhante, em Campo Grande, está em implantação em uma área de 1.100 hectares, com 1.105.920 módulos fotovoltaicos e potência de 491 MW. Em Paranaíba, o Projeto Solar Seriemas ocupará 940 hectares, com 889.200 módulos e 400 MW de capacidade. Já o Projeto Solar Paraíso, em Paraíso das Águas, abrangerá 1.250 hectares, onde serão instalados 1.252.800 módulos, totalizando 640 MW.

De acordo com o governo, os três empreendimentos devem empregar mais de 4 mil trabalhadores no pico da fase de construção. Os projetos receberam licenciamento do Imasul e destinaram mais de R$ 25 milhões em compensações ambientais.

As iniciativas reforçam a expansão da energia solar no estado, alinhada à meta de Mato Grosso do Sul de alcançar a neutralidade de carbono até 2030. O governo afirma que políticas de incentivo e projetos públicos, como a instalação de módulos em escolas e prédios administrativos, devem manter o ritmo de crescimento dessa fonte.



Mais Notícias FOTOVOLT



Cemig inclui baterias em chamada de eficiência energética

Edital prevê R$ 150 milhões para eficientização de instalações consumidoras e também geração de energia solar

16/10/2026


Absae lança estudo Visão 2030 e propõe agenda para integrar armazenamento

Documento aponta prioridades regulatórias, econômicas e institucionais e propõe coordenação nacional pelo CNPE

16/10/2026


Restrição para injetar na rede impulsiona baterias e zero grid

TTS já implantou 27 MW em 25 projetos sem exportação de energia e identifica maior demanda por geração própria com controle e armazenamento

16/10/2026