A Eletrobras concluiu a venda da Usina Termelétrica (UTE) Santa Cruz, de 500 MW, no Rio de Janeiro, para a Âmbar Energia, empresa do grupo J&F, por R$ 703,5 milhões. A operação, formalizada em 9 de outubro, marca o encerramento do processo de alienação de ativos térmicos e consolida o portfólio 100% renovável da companhia, que passa a concentrar seus investimentos em energia solar, eólica e hidrelétrica.

Segundo fato relevante da Eletrobras, o total arrecadado com a venda de termelétricas desde 2023 chega a cerca de R$ 3,6 bilhões, além de um earn-out de R$ 1,2 bilhão condicionado a resultados futuros. A empresa informou que o desinvestimento em térmicas faz parte da estratégia de reduzir emissões e direcionar capital para fontes limpas, inovação e tecnologias de armazenamento.

Com a conclusão da transação, a Eletrobras passa a operar 81 usinas — 47 hidrelétricas, 33 eólicas e uma solar — e reforça a meta de neutralidade de carbono até 2030. A estatal afirma que o foco agora está na expansão de geração solar e eólica e em projetos de hidrogênio verde, digitalização e eficiência energética.

A UTE Santa Cruz, localizada no Rio de Janeiro, era o último ativo termelétrico remanescente da companhia. O acordo com a Âmbar foi firmado em junho de 2024 e envolveu 12 usinas a gás natural e um projeto para implantação de uma térmica em Manaus (AM), somando 2,1 GW de capacidade instalada.

Para a Eletrobras, a operação encerra um ciclo de reestruturação iniciado após a privatização, voltado à modernização dos ativos e à sustentabilidade de longo prazo do portfólio. Já a Âmbar destacou que a aquisição amplia sua presença no mercado termelétrico e reforça sua diversificação de geração.

Em 2024, a Eletrobras também concluiu a venda do complexo de Candiota (RS), seu último ativo a carvão, reduzindo em cerca de um terço as emissões totais de gases de efeito estufa. Com a saída completa do segmento térmico, a empresa consolida sua posição como maior geradora de energia limpa da América Latina.



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