O novo “Caderno de Micro e Minigeração Distribuída e Baterias Atrás do Medidor”, publicado pelo MME - Ministério de Minas e Energia e pela EPE - Empresa de Pesquisa Energética, estima que a capacidade instalada de micro e minigeração distribuída (MMGD) no Brasil poderá alcançar entre 61,4 GW e 97,8 GW até 2035.

No cenário de referência, a projeção é de 78,1 GW, com adesão de cerca de 9,5 milhões de consumidores. O cenário de 97,8 GW, considerado o superior, envolve 12,1 milhões de adotantes e o inferior, de 61,4 GW de potência, 7,5 milhões de adotantes da MMGD. Atualmente, a geração distribuída responde por aproximadamente 5,6% da eletricidade gerada no País e representa cerca de 13% do consumo cativo. Segundo a EPE, a geração elétrica a partir da MMGD poderá atingir 12,1 GW médios ao final do período projetado no cenário de referência (15,2 GWm no superior).

Um destaque do caderno é a análise do papel das baterias atrás do medidor, que ganham espaço como solução de modernização da rede, sobretudo no uso residencial, o motor da expansão da MMGD. A redução dos preços globais das baterias de íon-lítio em 2024 amplia as perspectivas de aplicações em ambientes residenciais, comerciais e industriais. No Brasil, simulações da EPE apontam que o armazenamento pode ser viável em substituição a geradores a diesel, sobretudo quando o custo do sistema for inferior a R$ 2.000/kWh.

Segundo a publicação, as baterias podem contribuir para o aumento do autoconsumo em sistemas fotovoltaicos, ao permitir o uso posterior dos excedentes gerados. Considerando diferentes cenários de preço e adesão, o mercado de baterias residenciais pode representar mais de R$ 200 bilhões em investimentos acumulados até 2035. No entanto, esse cenário ocorreria somente se todos os consumidores residenciais com GD investissem em um sistema de armazenamento.

O caderno pode ser acessado em PDE2035_Caderno_MMGD_BateriasAtrasdoMedidor.pdf — Ministério de Minas e Energia



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