Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia King Abdullah (KAUST), na Arábia Saudita, desenvolveram um novo material de resfriamento passivo capaz de aumentar em até 12,9% a produção de energia de células solares e ampliar sua vida útil operacional em mais de 200%. O composto, feito de poliacrilato de sódio e LiCl, é aplicado na parte traseira dos módulos fotovoltaicos e funciona por meio de resfriamento evaporativo.

A tecnologia foi testada por 20 dias em condições reais no deserto da Arábia Saudita e em regiões frias dos Estados Unidos, incluindo ambientes com chuva. Em temperaturas de até 38 °C, o sistema reduziu a temperatura máxima dos módulos em 14,1 °C, com média de resfriamento de 9,4 °C durante o ciclo diário. O ganho médio de potência foi de 10,2%, alcançando até 175 W/m² de resfriamento evaporativo.

A estrutura sólida do material permite sua fixação direta aos módulos sem a necessidade de adesivos adicionais. Segundo os pesquisadores, o composto é de baixo custo, tem baixa manutenção e é adequado para ambientes variados, ampliando sua aplicabilidade em larga escala.

Além da geração solar, os pesquisadores destacam o potencial do material para outras aplicações térmicas, como emissores de luz e estufas agrícolas. Estudos preliminares já demonstram resultados promissores nessas áreas. 

A inovação deve ser alternativa viável aos sistemas ativos de resfriamento, como ventiladores e bombas, que demandam eletricidade adicional e apresentam limitações em ambientes remotos. O projeto atende ainda as metas do programa Visão 2030 do governo saudita, que prevê maior participação de fontes renováveis na matriz elétrica nacional. Em especial, o resfriamento passivo pode ajudar a superar um dos principais desafios operacionais da energia solar em regiões de alta irradiância.

A pesquisa foi publicada na revista “Materials Science and Engineering”.



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