Estudo conduzido pela Iowa State University, nos Estados Unidos, sugere que determinadas hortaliças cultivadas sob módulos solares podem apresentar desempenho igual ou superior ao de áreas expostas diretamente ao sol. As conclusões são baseadas em dados do primeiro ano de uma pesquisa de quatro anos sobre a tecnologia agrivoltaica, que combina geração de energia solar e produção agrícola no mesmo espaço.

Segundo reportagem publicada pelo portal de notícias norte-americano Axios, os experimentos foram realizados em uma área de aproximadamente 10 acres, na Alliant Energy Solar Farm, localizada próximo à cidade de Ames, no estado de Iowa. Entre as culturas analisadas estão abobrinha, pimentão e brócolis.

De acordo com os pesquisadores, as abobrinhas e os pimentões cultivados sob os módulos solares tiveram rendimento superior aos das áreas sem cobertura. Já os brócolis apresentaram crescimento ligeiramente menor. A hipótese é que o sombreamento parcial dos módulos reduz o estresse térmico e hídrico, favorecendo algumas espécies.

A pesquisa ainda não obteve dados conclusivos para frutas como morango e uva, que possuem ciclos produtivos mais longos e não costumam gerar colheitas completas no primeiro ano. Para 2025, está prevista a inclusão de tomates no estudo, além do reforço em ações de manejo de pragas e estímulo à polinização, com apoio de colmeias instaladas no local.

O projeto também analisa aspectos operacionais do cultivo sob estruturas fotovoltaicas, como a viabilidade do uso de equipamentos, sistemas de irrigação e práticas agrícolas comuns. Segundo a Axios, os pesquisadores afirmam que a produção comercial de hortaliças em fazendas solares é tecnicamente possível, com potencial de replicação em larga escala.



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