O montante total de garantia física de usinas termelétricas a biomassa, que envolvem a produção movida a bagaço de cana-de-açúcar, licor negro, resíduos de madeira e biogás, teve acréscimo de 399,8 MWmédios, 17% acima do registrado em relação a 2023. O levantamento é da Cogen - Associação da Indústria da Cogeração de Energia e da Unica - União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia.

Na análise dos dados, segundo as duas entidades, sem levar em conta a entrada dos empreendimentos novos, o balanço foi também positivo, com acréscimo de 93,9 MWmédios – 4% de crescimento real nas usinas já existentes. Com isso, a garantia física total de termelétricas a biomassa é de 2.701,6 MWmédios, valor considerado recorde para a série histórica.

O levantamento foi feito com base na portaria do MME - Ministério de Minas e Energia nº 2.848/2042, que define e revisa os montantes de garantia física de energia e de disponibilidade mensal das usinas termelétricas movidas a biomassa com Custo Variável Unitário - CVU nulo. Esses montantes de garantia física terão vigência a partir de 1º de janeiro de 2025 com término em 31 de dezembro de 2025.

“A cogeração vem sendo extremamente importante para ajudar o Operador Nacional do Sistema a enfrentar os desafios do setor elétrico, especialmente nesse momento, com pouca água nos reservatórios das hidrelétricas, principalmente no subsistema Sudeste-Centro-Oeste. A cogeração traz resiliência e provê o sistema de forma distribuída, com potência e com capacidade para enfrentar as oscilações de tensão diante do crescimento da geração de fontes intermitentes na matriz elétrica brasileira no fim da tarde, especialmente as solar fotovoltaicas”, afirma o presidente executivo da Cogen, Newton Duarte.



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