A abertura do mercado livre de energia (ACL) para todo o grupo A, da média e alta tensão, continua a provocar um alto fluxo migratório de consumidores até então “presos” no mercado regulado (ACR). Até 31 de agosto, segundo levantamento da Abraceel - Associação Brasileira de Comercializadores de Energia Elétrica, 33.264 consumidores já informaram às distribuidoras que vão migrar para o ACL, entre 2024 e 2025.

Do total, identificou a Abraceel, 31.685, ou 95%, são empresas de pequeno porte, com demanda inferior a 500 kW. A estimativa é a de que entre 2.500 e 3.000 consumidores migrem mensalmente até o fim deste ano.

O movimento de abertura ocorreu com a publicação da Portaria MME 50/2022, que liberou para a livre escolha os consumidores do grupo A a partir de janeiro de 2024, independentemente do montante consumido, já que antes disso havia a limitação mínima de demanda de 500 kW.

Representados de forma obrigatória por comercializadores varejistas, caso queiram a migração, o grupo A tem cerca de 202 mil unidades consumidoras, em sua maioria empresas. Dessas, mais de 54 mil já passaram para o mercado livre de energia. Antes da Portaria 50/2022, os consumidores do grupo A com demanda superior a 500 kW tinham conta de luz média de R$ 140 mil. Os de menor porte, aptos a partir deste ano, têm conta mensal acima de R$ 10 mil.



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