Na primeira análise sobre o apagão ocorrido no País no dia 15 de agosto, o Operador Nacional do Sistema Elétrico concluiu que o primeiro evento da ocorrência foi a abertura, por atuação incorreta da proteção, da linha de transmissão LT 500 kV Quixadá-Fortaleza II. O desligamento isolado, porém, não seria suficiente para causar o impacto no Sistema Interligado Nacional (SIN), o que vai demandar mais análises dos técnicos do ONS.

Segundo o operador, quando foi registrada interrupção no fornecimento de cerca de 18.900 MW no SIN, a averiguação inicial indica que, após a abertura da linha, houve afundamento brusco de tensão seguido da atuação de proteções de caráter sistêmico instaladas no sistema interligado, que visam minimizar a propagação das perturbações e proteger os equipamentos.

As proteções sistêmicas são mecanismos automáticos de intervenção no SIN, com destaque para a Proteção de Perda de Sincronismo (PPS) e o Esquema Regional de Alívio de Carga (ERAC). De acordo com o ONS, as indicações preliminares são de que os sistemas funcionaram de maneira correta. O ERAC, na avaliação, foi responsável pelo restabelecimento de 100% da carga no Sul e no Sudeste/Centro-Oeste em aproximadamente uma hora.

As equipes do operador continuam a analisar a ocorrência e vão se reunir no dia 25 de agosto com agentes do MME e da Aneel para avaliar as causas e as consequências do apagão, reunindo as informações em relatório que deve ser concluído em mais 30 dias.



Mais Notícias EM



CPFL amplia programa de eficiência energética em hospitais

Nova fase inclui usina solar flutuante em São Paulo e sistema de baterias no Rio Grande do Sul.

22/08/2025


Financiamento para renováveis somou R$ 32,5 bi em 2024

Volume foi puxado pela expansão da energia solar e caracterizado por queda das eólicas.

22/08/2025


Hitachi constrói fábrica de transformadores em Pindamonhangaba

Nova unidade terá investimento de US$ 200 milhões e conclusão prevista em 2028.

22/08/2025